28/06/2024 às 16h18min - Atualizada em 06/07/2024 às 00h00min

Psicóloga destaca a importância do acolhimento às vítimas das enchentes no processo de reconstrução

Segunda a Luana Galleano Mello, doutoranda em psicologia social e coordenadora acadêmica da Faculdade Anhanguera de Porto Alegre, acolher os gaúchos é essencial nesse período;

DEIWERSON DAMASCENO
Divulgação


Para psicóloga, momento pode implicar em Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), que é caracterizado por flashbacks, ansiedade intensa, pesadelos e evasão de situações que lembram o trauma

 

O Rio Grande do Sul está se reerguendo. Os danos causados pelas enchentes são muitos, materiais, econômicos, mas sobretudo, pessoais e emocionais, haja vista que foram muitas vidas perdidas nessa que é a maior tragédia da história no estado. 
 

Segundo Luana Galleano Mello, doutoranda em psicologia social e coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera de Porto Alegre, os traumas vividos pela população são um aspecto que precisam de atenção.

Para a docente, acolher os gaúchos é e será essencial nesse período de reconstrução de vida. “Traumas podem resultar de uma variedade de eventos, como violência, acidentes, perda de entes queridos e a partir de desastres naturais, como esse que estamos vivendo. O acolhimento psicológico para vítimas de traumas é de extrema importância por várias razões, por aspectos emocionais, cognitivos, sociais e até mesmo físicos. Esse acolhimento psicológico envolve proporcionar um ambiente seguro e de apoio onde as vítimas possam expressar seus sentimentos e iniciar o processo de cura”, indica. 

A docente da Anhanguera ressalta ainda, a importância de os voluntários da linha de frente, lerem cartilhas de Primeiros Cuidados Psicológicos, com o intuito de assim, evitar mais danos emocionais a essas pessoas.
 

A doutora em psicologia explica que os gaúchos estão vivenciando diversas reações emocionais, e uma destas pode ser vista como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), que pode acarretar sentimentos como depressão, ansiedade, falta de confiança e segurança e, portanto, se faz necessária uma gradativa reintegração social a partir de orientação médica e profissional. 
 

Segunda Luana, o TEPT é caracterizado por flashbacks, ansiedade intensa, pesadelos e evasão de situações que lembram o trauma e essas orientações ajudarão a identificar e tratar esses sintomas precocemente, reduzindo seu impacto a longo prazo.
 

“O apoio psicológico contribui com a reintegração social e funcional da vítima. Isso inclui esse retorno gradativo às casas ou trabalho, manutenção de relacionamentos saudáveis e retomada de atividades diárias que foram interrompidas pela tragédia. Essa abordagem auxilia na reestruturação cognitiva, ou seja, na modificação de pensamentos negativos a fim de que a vítima desenvolva uma visão mais saudável da vida pós-trauma”, explica.
 

Por fim, Luana enfatiza que, as vítimas podem se sentir isoladas e incompreendidas e o acolhimento ajuda a reduzir esses sentimentos de isolamento, proporcionando um sentido de comunidade e apoio. 
 

“Traumas podem distorcer a forma como as vítimas veem a si mesmas e o mundo ao seu redor. Através da ajuda psicológica, elas podem desenvolver resiliência, que é a capacidade de se recuperar e crescer diante das adversidades, fator que é essencial para lidar com os desafios que se apresentam para todo o Rio Grande do Sul de maneira mais eficaz”, finaliza.
 

A Faculdade Anhanguera de Porto Alegre, localizada na Zona Sul da capital, no bairro Cavalhada, a partir de alunos do curso de Psicologia, sob a supervisão de professores, tem realizado atendimentos em grupo aos voluntários das enchentes. A Faculdade também está atuando como ponto de coleta de roupas de frio e cobertores. O endereço da Instituição é: Avenida Cavalhada, 4890. 

 

Sobre a Anhanguera

Fundada em 1994, a Anhanguera oferece educação de qualidade e conteúdo compatível com as necessidades do mercado de trabalho por meio de seus cursos de graduação, pós-graduação, cursos Livres, preparatórios, com destaque para o Intensivo OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); profissionalizantes, nas mais diversas áreas de atuação; EJA (Educação de Jovens e Adultos) e técnicos, presenciais ou a distância, visando o conceito lifelong learning, no qual proporciona acesso à educação em todas as fases da jornada do aluno. São mais de 15 mil profissionais e professores entre especialistas, mestre e doutores.

Além disso, a instituição presta inúmeros serviços à população por meio das Clínicas-Escola, na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas. A Anhanguera tem em seu DNA a preocupação em compartilhar conhecimentos com toda a sociedade a fim de impactar positivamente as comunidades ao entorno das instituições de ensino. Para isso, conta com o envolvimento de seus alunos e colaboradores a partir de competências alinhadas às práticas de aprendizagem e que contribuem para o desenvolvimento do País.

Com grande penetração no Brasil, a Anhanguera está presente em todas as regiões com 106 unidades próprias e 1.398 polos em todos os estados brasileiros. 

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Assessoria de imprensa - Anhanguera
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