13/04/2021 às 08h57min - Atualizada em 13/04/2021 às 08h57min

Lotação em hospitais de SC seguirá por pelo menos mais 15 dias, diz SES

A ocupação de leitos adultos SUS de UTI está em 98,2%, mas, na prática, não há vagas

Redação Agora Joinville
Rede Catarinense de Notícias
Secom
Apesar da redução de casos ativos de Coronavírus nos últimos dias em Santa Catarina, a pressão sobre o sistema hospitalar e lotação de UTIs seguirá por pelo menos mais 15 dias, segundo técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A expectativa é de que a melhora verificada na transmissibilidade desafogue as unidades de saúde - e termine com a fila por atendimento - a partir de duas semanas até 30 dias. 

Nesse domingo (11), Santa Catarina confirmou 18.358 casos ativos. Este é o menor volume de doentes em acompanhamento desde 11 de fevereiro. No início de março, o Estado chegou a ultrapassar a marca de 40 mil casos ativos, segundo a SES. Foi essa concentração do vírus que provocou a lotação das UTIs, que iniciou ao final de fevereiro e ainda não acabou.

"Mantendo essa tendência [de queda do número de casos ativos], entre 15 e 30 dias a gente começará a verificar essa redução na hospitalização e na taxa de mortalidade que ainda é muito elevada, mas ainda estamos em um momento bastante crítico. Mesmo com a redução, é muito, considerando o número de pessoas que podem estar transmitindo a Covid para outras pessoas", disse o superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Eduardo Macário. 

A ocupação de leitos adultos SUS de UTI está em 98,2%, mas, na prática, não há vagas. Nesse domingo, eram 139 os pacientes que aguardavam um leito de UTI para atendimento e outros 56 estavam à espera de um leito clínico - chamado também de leito de enfermaria. A maior parte da demanda por leito de UTI vem da região Norte (72), seguida do Sul( 24), Foz do Rio Itajaí (19), Meio-Oeste (13), Vale do Rio Itajaí (9), Serra (1), Grande Florianópolis (1), e Grande Oeste (0).

"Nós temos um vislumbre de redução na taxa de aceleração. Ou seja, nós não estamos mais em uma taxa de crescimento descontrolado da pandemia. O que a gente observa é que há uma diminuição nesta taxa de crescimento e uma redução do número de casos ativos", afirmou Macário.

"Essa redução precisa ser mantida ao longo das próximas semanas para que a gente possa confirmar essa tendência impactar o número de hospitalizados que ainda é grande e tem uma fila muito grande de pacientes aguardando leitos de UTI", complementou. Na última sexta, a governador interina Daniela Reinehr confirmou a prorrogação do decreto de medidas restritivas até 26 de abril com as mesmas regras até então. 

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