17/03/2021 às 08h33min - Atualizada em 17/03/2021 às 08h33min

SC bate recorde de mortes em 24 horas

No estado existem 442 pacientes graves à espera de um leito de UTI

Redação Agora Joinville
Rede Catarinense de Notícias
Secom
Santa Catarina bateu o recorde de óbitos em decorrência da Covid-19 para um único boletim nesta nessa terça-feira (16). Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), nas últimas 24 horas foram mais 167 mortes, o que fez o total de óbitos subir para 8.958 desde o início da pandemia.

O recorde anterior para um único boletim era de 125 mortes, registrado na última sexta-feira (12). Somente em março, são pelo menos 1.449 mortes. Média de 90,5 por dia. 

O número de casos ativos também voltou a subir e chegou a 35.100. Nesta terça, foram mais 7.547 registros da doença, o que fez o acumulado de casos atingir 740.856. Em março, são mais 43 mil casos: média de 2,6 mil por dia.

A ocupação oficial dos leitos adultos de UTI é de 99,3%, mas, na prática, não há vagas disponíveis. Dos 1.358 leitos adultos ativos, há 945 ocupados por pacientes confirmados ou suspeitos de Covid-19 e 404 ocupados por outras enfermidades, de acordo com a SES. 

Além disso, o Estado tem 442 pacientes à espera de leito de UTI. A maior demanda é do Grande Oeste (101), seguido da Grande Florianópolis (87), Norte (74), Sul (67), Meio-Oeste (38), Serra (30), Foz do Rio Itajaí (24), e Vale do Itajaí (21).

Em 15 dias, governo de SC contratou apenas 20 leitos privados de UTI

Lançado em 2 de março, o edital do governo do Estado para compra de vagas em leitos de UTI na rede privada de saúde conseguiu apenas 20 unidades até agora. Todas em Florianópolis. Segundo a Secretaria de Estado da Administração, mesmo com o Executivo disposto a pagar o dobro da tabela SUS por uma diária - acima de R$ 3,2 mil - não há ofertas.

A resposta dos hospitais privados é de que não há vagas disponíveis para cessão ao poder público. O governo lançou mais dois editais para tentar encontrar novos participantes e o processo continua aberto. O volume contratado representa cerca de 5% da demanda reprimida de leitos.

Entre os orçamentos recebidos pelo Estado estão valores bem distintos. O Hospital Baía Sul, em Florianópolis, por exemplo, disse que o custo da diária de uma UTI é de R$ 6,8 mil. Já o Hospital Beira Mar, também na Capital, informou um custo de R$ 3,5 mil a diária. No Oeste, a Sociedade Hospitalar São Miguel do Oeste declarou custo de R$ 4 mil/dia. Já o SC Saúde, plano dos servidores estaduais, estimou valor em R$ 5,7 mil, sendo R$ 2,2 mil somente em medicamentos. 

O Estado tem 1.364 leitos adultos de UTI ativos neste momento. É mais do que o dobro em relação ao período anterior à pandemia, mas, mesmo assim, não suportou o aumento importante de casos graves. Nesta terça (16), Santa Catarina tinha 415 pacientes à espera de um leito de UTI.

O aumento da oferta de leitos é um pedido do Ministério Público Federal. O órgão entrou na Justiça para garantir a expansão do atendimento no Estado. O juiz federal Diógenes Tarcísio Marcelino Teixeira pediu explicações para o governo do Estado e para o governo federal nesta semana. Eles têm prazo até sexta-feira (19) para explicar à Justiça como planejam reduzir a fila por leitos de UTI.

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