11/03/2021 às 08h29min - Atualizada em 11/03/2021 às 08h29min

CPI Rio Mathias ouve Caixa Econômica Federal e empresa que fiscalizou a obra

Presidente da investigação disse que as respostas do banco não foram satisfatória

Redação Agora Joinville
Wilian Tonezi (Patriota), presidente da CPI
Os vereadores da CPI do Rio Mathias ouviram na manhã de quarta-feira (10) representantes da Azimute Engenharia, que foi a empresa responsável pela fiscalização da obra, e da Caixa Econômica Federal, que financiou parte do empreendimento.

O presidente da CPI, Wilian Tonezi (Patriota), questionou a coordenadora Gabriela Albiero, da Caixa, sobre as alterações feitas no projeto de macrodrenagem do Rio Mathias, solicitadas pelo banco à Prefeitura de Joinville. Ela informou que foram solicitados ajustes, mas que não poderia responder tecnicamente. Ela explicou que a Caixa recepcionou a documentação e fez a verificação para saber se o que estava sendo proposto estava de acordo com a seleção do Ministério de Desenvolvimento Regional, o gestor dos recursos.

O engenheiro Juliano Trevisan, coordenador de habitação da Caixa, acrescentou que o banco não fiscaliza. Apenas recebe um boletim de medição atestado pelo fiscal da Prefeitura, com o qual a Caixa faz aferição para ver se condiz com a realidade da obra, permitindo, assim, a liberação dos recursos.

Relator da CPI, Diego Machado (PSDB) disse que a empreiteira que executou a obra reclamou em diversas vezes sobre a morosidade no pagamento das medições. A Caixa Econômica Federal informou que os pagamentos eram feitos após vistoria, e a comunicação para liberação de recursos era feita pela Prefeitura.

Gabriela Albiero respondeu que durante o processo era feita a formalização do desbloqueio do recurso, mas não havia o crédito do recurso pelo ministério das cidades até o final de 2018.

"Existia a obra executada e atestada pela fiscalização, a vistoria estava realizada e o desbloqueio também, mas dependia do crédito em conta do contrato pelo ministério das cidades”, disse a coordenadora.



Quebra-cabeça ainda aberto

Segundo Tonezi, as respostas dos representantes do banco não foram satisfatória e não corroboraram com as investigações. O presidente da CPI disse, ainda, que “será preciso chamar os engenheiros e responsáveis técnicos no banco para montar este grande quebra-cabeça”.

O sócio-proprietário da Azimute Engenharia, Luiz Antonio Ramuski, informou que o contrato da Azimute Engenharia com a Prefeitura começou em junho de 2014 e encerrou em setembro de 2018. Foram feitas 47 medições e mais de 30 notificações. O papel da Azimute era dar apoio técnico, notificar, informar, aferir quantidade e qualidade dos serviços realizados e alertar a comissão de fiscalização do município.

Numa manifestação junto ao Ministério Público foram feitos apontamentos com os principais relatórios e as abordagens com as desconformidades verificadas. O engenheiro Edson Rocha Nery, da Azimute, não lembrou de todos os itens incluídos no relatório, mas pontuou que a obra tinha sérias dificuldades construtivas por ser no centro da cidade.

Para o vereador Wilian Tonezi ficou claro que a Azimute Engenharia participou da fiscalização da obra, porém não tinha poder decisório. A empresa colaborará com as investigações da CPI, enviando materiais que não foram relacionados no relatório. A Comissão Parlamentar de Inquérito se reunirá na próxima segunda- feira (15), às 09h, para os depoimentos dos representantes da MVK Engenharia.

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