08/03/2021 às 08h31min - Atualizada em 08/03/2021 às 08h31min

‘Chegamos ao ponto mais crítico desde o início da pandemia’, diz Adriano Silva

Novas medidas mais duras contra a covid-19 serão anunciadas hoje

Beatriz Kina
Durante esse fim de semana, enquanto as medidas do governo do estado ainda estavam em vigência, a situação da covid-19 em Joinville entrou em iminente colapso. Um hospital privado declarou ainda no domingo (7) que atingiu a capacidade máxima de lotação dos leitos na Unidade de Terapia Intensiva. 

Todos os 37 leitos disponíveis na unidade hospitalar Unimed Joinville estão ocupados e, ainda, segundo a empresa, existem dois pacientes na fila de espera por um leito de UTI. ”Nossos profissionais estão dedicando todos os esforços possíveis, mas é necessário levar em conta o esgotamento dos mesmos”, escreveu o hospital em um comunicado.

 

Atenção: Comunicamos que, neste momento, há 10 pacientes na UTI 1 (lotada), 9 pacientes na UTI 2 (lotada), 10 pacientes...

Publicado por Unimed Joinville em Domingo, 7 de março de 2021


Ainda no domingo, o prefeito de Joinville, Adriano Silva, convocou uma reunião emergencial do Gabinete de Crise, no fim da tarde. O endurecimento de medidas contra a covid-19 deve ser anunciado ainda nesta segunda-feira (8) após uma reunião com os Comitês Estratégicos. Um novo decreto será publicado com vigência para esta quarta-feira (10).
 
 

“Sem dúvida, chegamos ao ponto mais crítico desde o início da pandemia. Neste momento, nosso esforço é dar as condições necessárias para que a rede de saúde de Joinville comporte a altíssima demanda que se apresenta. Para isso, a colaboração da população é fundamental”, disse o prefeito em um comunicado. 

Apelo da CDL Joinville

Ontem (7), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Joinville enviou para o Gabinete de Crise da Prefeitura um documento com sugestões após o agravamento da crise de Covid-19. Confira: 

Tendo em vista as notícias de que as medidas até aqui tomadas não foram suficientes para controlar a disseminação do coronavírus, e ante ao questionamento que a sociedade como um todo se faz, da necessidade de aumentar as restrições a exemplo de outras cidades e estados, a CDL Joinville sugere lockdown total de atividades até domingo (14), incluindo comércio, indústria e serviço, sem exceções, além daquelas previstas como absolutamente essenciais – relacionadas à alimentação, à saúde e à higiene da população – não permitindo que qualquer outra atividade funcione durante esse período de 7 (sete) dias. Significa dizer que supermercados podem vender alimentos (essencial), mas não podem comercializar eletrodomésticos, vestuário, eletrônicos, etc. (não essencial) durante o horário em que o comércio de não essenciais não poderá abrir.

Tal medida é impositiva para evitar que as normas de isolamento social possam ser burladas, de modo injusto para o comércio segmentado, por meio da venda de produtos de toda e qualquer natureza por estabelecimentos que têm a autorização para abrir apenas em razão da comercialização de produtos essenciais.

O lockdown só para o comércio não é capaz de frear o avanço da pandemia, pois foi o setor que mais se adaptou e contribuiu para evitar a propagação do vírus, trabalhando com máscara, álcool gel e demais medidas de higiene e distanciamento. O pequeno comércio tem sido o mais cobrado pelas autoridades e alvo fácil de medidas restritivas, quando é notório que a contaminação ocorre em outros ambientes que geram aglomeração de pessoas, como festas e eventos particulares.

Não é justificável e nem útil o pequeno comércio permanecer fechado, quando outros setores estão de portas abertas. A indústria permanece em plena atividade, com uso de banheiros coletivos, refeitórios, compartilhamento de peças, ferramentas e máquinas pelos funcionários. Evidentemente, o comércio é aliado e não vilão na pandemia.

Não entendendo como alternativa o lockdown total antes sugerido, e vez que o lockdown parcial, além de injusto com o varejo, não se mostrou efetivo por si só até o momento, de maneira alternativa e como medida importante, sugerimos ainda a adoção para as próximas duas semanas (até 21/03), o toque de recolher das 20h até as 6h, mantendo a limitação de ocupação de 25% para o comércio, restaurantes, indústria, transporte coletivo, dentre outros.

Caso as medidas acima isoladamente não venham a atender o objetivo de frear o avanço do coronavírus, sugerimos a adoção das mesmas em sequência, iniciando-se com o lockdown total até dia 14/03, e prosseguindo com a medida de toque de recolher e restrição de ocupação até o dia 28/03, sempre sujeitas a revisão conforme o andamento.


Casos do fim de semana

Ainda pior em comparação ao último fim de semana, Joinville registrou mais de 600 novos casos apenas no sábado e domingo. Ao total, foram 609 pessoas infectadas pelo vírus. 

Também foram confirmadas outras sete mortes em decorrência da doença. Seis foram confirmadas no sábado (6) e tratavam-se de uma mulher, de 76 anos e cinco homens, de 57, 67, 72, 74 e 90 anos, e a morte de um homem de 80 anos foi registrada no domingo (7). 

Joinville tem agora 62.118 no total de casos de coronavírus desde o início da pandemia. Os recuperados agora somam 58.031 e, dos confirmados, 241 estão internados, 3.101 em isolamento domiciliar e 744 perderam a vida.

Dos 88 leitos de UTI adulto em Joinville, destinados ao tratamento de pessoas com covid-19, 86 estão ocupados. 



Variante Reino Unido

Uma nova suspeita de contaminação pela variante inglesa está sendo monitorada em Joinville. Trata-se de um jovem que foi atendido no dia 17 de fevereiro em um hospital particular da cidade. O quadro de saúde dele permaneceu estável.

Ele tem 26 anos e é morador da Zona Sul, sem histórico de viagem ao exterior.

Variante brasileira

A variante brasileira já possui transmissão comunitária em Joinville. Já foram cinco pessoas confirmadas com a nova variante, sendo duas delas com histórico de viagem para Manaus e três não têm registro de deslocamento. Tratam-se de: 

- Homem, 55 anos, morador da Zona Leste, com histórico de viagem para Manaus.
- Homem, 72 anos, morador da Zona Leste, com histórico de viagem para Manaus.
- Homem, 68 anos, morador da Zona Sul, sem histórico de viagem.
- Homem, 39 anos, morador da Zona Leste, sem histórico de viagem.
- Homem, 55 anos, morador da Zona Leste, sem histórico de viagem.

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