05/07/2022 às 09h21min - Atualizada em 05/07/2022 às 09h21min

Joinvilenses prestigiaram a 4ª edição do Festival do Museu Nacional de Imigração e Colonização

O objetivo do Festival é promover a integração dos diversos grupos, coletivos e associações que compõem o tecido social da cidade de Joinville através de um evento festivo

Divulgação PMJ

Uma legítima festa popular na rua. Assim pode ser definido o 4º Festival do Museu Nacional de Imigração e Colonização (MNIC), que reuniu centenas de pessoas nesse domingo (3/7) nos jardins e arredores do local, no Centro de Joinville. Durante todo o dia, a presença ativa do público prestigiando as apresentações culturais, a praça da gastronomia e a ampla programação mostrou que a proposta de integrar as diferentes culturas atendeu a expetativa da população. Uma data especial para um dos cartões-postais da cidade que completou, no sábado, 65 anos.

“Joinville foi eleita a melhor cidade do Brasil para se viver. Chegamos a esses números pelas pessoas que aqui vivem e contribuem. Foi por causa de cada um, que fortalecido por meio da sua cultura, trouxe para a nossa cidade hábitos, costumes e tradições. A vinda dos imigrantes foi determinante para o desenvolvimento econômico e cultural de Joinville,” destacou Francine Olsen, diretora-executiva da Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville, na abertura do evento.

Cultura nas ruas da cidade

Com a temática “Festa no museu: cultura de volta à rua”, parte da estrutura foi montada na área externa com palco para apresentações culturais. A venda de pratos típicos das cozinhas haitiana, francesa, alemã, italiana, japonesa e brasileira recebeu filas de público. Havia a curiosidade para conhecer e degustar. O fritay, um dos principais pratos de rua da gastronomia haitiana, que inclui banana da terra prensada, carne de panela, bolinho de mandioca e salada acompanhada por pimenta haitiana foi um dos que mais despertou a curiosidade.

O bosque do museu se transformou em uma galeria cultural a céu aberto, com exposições e venda de produtos autorais. Houve mostra de bonsais, oficinas de ikebana e origami; exposição de arte entalhada em madeira, de bandeiras, artesanato indígena, mostra de confecções de roupas e artesanato haitianos, trajes típicos germânicos, oferta de penteados e tranças.

Na edificação que fica aos fundos do casarão, foi realizado um ensaio aberto do grupo de danças folclóricas e tambores japoneses e no período vespertino o grupo ofereceu uma oficina para os interessados. A programação também contemplou duas rodas de conversa com o Coletivo Ashanti de Mulheres Negras de Joinville e com o Movimento Negro Maria Laura. Oportunidade para a população também visitar a exposição interna no museu.

O objetivo do Festival é promover a integração dos diversos grupos, coletivos e associações que compõem o tecido social da cidade de Joinville através de um evento festivo e, pela receptividade do público, cumpriu o propósito.

“Evento perfeito, excelente! Joinville precisa seguir com mais iniciativas assim. Muitos falam que não tem o que fazer. Tem sim! Olha aqui o que está acontecendo. Olha esta interação, que lindo!”, frisou o casal Claudete Siqueira Prins e Rubens Assis. Moradores do Costa e Silva, foram pela primeira vez ao evento e optaram em primeiro experimentar a comida italiana, enquanto faziam planos sobre qual seria a próxima degustação.

Ao longo do dia, os visitantes tiveram a oportunidade de prestigiar o coral da Tekoá Tarumã com canções que pertencem à cultura Guarani, os grupos de dança germânica Festmusik, representantes da Aliança Cultural Brasil Japão de Joinville com canções japonesas, apresentação de poesias da Associação Esperança com Jean Albert e Delson Jean.

Também marcaram presença no palco grupo de danças folclóricas e tambores japoneses ShyuDaiko, Kinderband com apresentação de bandoneon, o Projeto Imigrante Cidadão da Católica de Santa Catarina trouxe apresentações de música e dança representativas da cultura venezuelana. Para finalizar, Dança e Música Popular Brasileira com a Escola de Samba Príncipes do Samba, a capoeira com a Casa da Vó Joaquina, coletivo cultural sambadeiras de bimba Filhas de Bilóca e o grupo Afoxé Omilodê com danças afro-brasileiras e a apresentação musical dos haitianos David Lover e Mc Lobodja.

Sobre o Festival do MNIC

Realizado desde 2018, o Festival é uma das formas que a equipe do museu encontrou para se conectar ainda mais com a comunidade. A proposta do evento é de integrar os diferentes migrantes e imigrantes que compõem a cidade, considerando também os fluxos migratórios contemporâneos.

A organização do Festival, desde a escolha do tema até a organização da programação, é realizada em parceria com os grupos e associações e conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville.


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