17/06/2022 às 18h18min - Atualizada em 20/06/2022 às 06h20min

Empresas podem ser processadas por falhas em segurança

SALA DA NOTÍCIA Luciane Anhão
www.engenhodanoticia.com.br
O mundo está próximo de cinco bilhões de usuários de internet, de acordo com o relatório pelo We Are Social e Hootsuite de janeiro de 2021. Nesta nova forma de ser e estar em sociedade, muitos desafios surgem. Se há algumas décadas as pessoas temiam ter cheques e cartões clonados, hoje o medo principal é ter informações privadas expostas, cair em golpes e fraudes virtuais cada vez mais criativas.
De acordo com os sócios do escritório SAZ Advogados, Fabiana Zani e Rodrigo Salerno, em alguns casos, empresas podem ter que arcar pelo prejuízo de seus clientes, por isso é imprescindível entender melhor sobre os cibercrimes e estar adequado a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Um exemplo de fraude que já prejudicou muitas pessoas é o Phishing Scam, quando um criminoso se passa por uma empresa ou pessoa confiável e tenta contato por meio de redes sociais, e-mail e até mesmo SMS. Acreditando na mensagem, a pessoa poderá realizar uma ação que irá levá-la a diversos prejuízos, como clicar em links espiões ou acessar sites que peçam dados de conta bancária e senhas.
“É muito importante que as empresas invistam em segurança para prevenir casos de exposição de dados que estão sob a sua posse, assim como possíveis golpes usando a imagem e nome da instituição. Para isso, é preciso deixar muito claro aos clientes quais as formas que a empresa estabelece contato, bem como aprimorar a identificação da organização junto aos clientes e a privacidade das informações”, explica Rodrigo Salerno.
A relação entre segurança virtual e a responsabilidade das empresas é um tema que está presente não só no Brasil, mas no mundo todo. Na Europa e Estados Unidos, diversas organizações tiveram que pagar altas multas por não terem protegido adequadamente os dados de seus clientes. É o caso da Amazon e Equifax. Conforme explica Fabiana Zani, esse movimento não é diferente no nosso país. “Com o estabelecimento da LGPD houve um grande avanço na proteção de dados no Brasil. A lei definiu critérios claros para organizar a relação do direito virtual. Por mais que legislações como esta obriguem as empresas a se adequarem, um contraponto é a garantia de, feito tudo corretamente, estar amparada juridicamente.  Hoje ainda vemos o crescimento de fraudes virtuais. Algumas podem atingir as empresas, desde que provada a falha no seu sistema que possibilitou a aplicação do golpe. Nestes casos, é necessária a reparação”, afirma a advogada.
Tipos de fraudes - Os golpes mais comuns no Brasil são relacionados a estelionato, como fraudes românticas; vagas de emprego; bolsas de estudos, grandes promoções e descontos, boletos falsos, reservas de hotéis, concursos e sorteios.
As técnicas são phishing scam (contato por meio de redes sociais, e-mail e outros, com links), vírus para celular e computadores, aplicativos fraudulentos, invasão de nuvens e de contas.
As vítimas de crimes virtuais podem fazer Boletim de Ocorrência em qualquer delegacia da Polícia Civil ou pelo site www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br.
 
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