11/02/2021 às 16h19min - Atualizada em 11/02/2021 às 16h19min

Ex-funcionários da Fecam rebatem críticas do presidente da entidade

"Foram inúmeros presidentes, prefeitos e municípios que atendemos ao longo destes anos", disseram

Redação Agora Joinville
Rede Catarinense de Notícias
Fecam
O grupo de ex-funcionários da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) demitidos no início de fevereiro publicaram uma nota nessa quarta-feira (10) em que rebatem as acusações do presidente da entidade e prefeito de Araquari, Clenilton Pereira (PSDB).

No texto, o grupo afirma que não pode "admitir que desmereçam o árduo trabalho que efetuamos enquanto colaboradores dessa entidade" e que nunca foram atacados desta maneira. 

"Não vemos como essas decisões podem melhorar o serviço ou gerar eficiência quando nos chegam relatos de quebras abruptas de atendimento em várias áreas", acrescenta o documento. 

Pereira afirmou que parte dos demitidos "não trabalhavam" e que um deles ficou "10 meses em casa sem trabalhar, ganhando". A informação é negada pela nota, que elenca os regramentos de pandemia que foram cumpridos e horas extras realizadas.

Confira a íntegra do documento:

Manifesto dos ex-funcionários da Fecam

Em referência as informações repassadas no dia 10 de fevereiro de 2021 em vídeo no Instagram da Federação Catarinense de Municípios - Fecam, nós, os funcionários demitidos, temos a dizer que é extremamente preocupante que um presidente de uma instituição que representa 295 municípios catarinenses tente desviar a atenção dos seus próprios atos tentando atingir funcionários já demitidos. Primeiro porque esses motivos nunca nos foram apresentados, em nenhum momento. Em nenhum dos 20 dias de casa alguém da diretoria veio nos perguntar como funcionava o dia-a-dia do trabalho, quais projetos estavam em andamento, o planejamento para este ano ou o que esperavam do trabalho nessa nova gestão.

Segundo porque isso em nada justifica o fato de Estatutos e Normativas da entidade terem sido sumariamente ignorados para que as demissões e contratações ocorressem, motivo pelo o qual prefeitos membros do Conselho Executivo e Fiscal da FECAM renunciaram seus cargos. Inclusive há manifestação de prefeitos e antigos ex-presidentes falando da excelência do trabalho que prestamos por anos. O Estatuto desta entidade dispõe que demissões precisam ocorrer com aprovação do Conselho Executivo, o que não ocorreu.

Sobre ter pessoas trabalhando de casa durante os últimos meses, queremos lembrar que ainda passamos por uma pandemia e no momento mais crítico, que com a prorrogação do estado de calamidade pelo Decreto Estadual nº 1027/20 nos foi indicado o trabalho Home Office. Esse foi um período extremamente desafiador, ainda que em home office, estávamos em um momento que ainda perdura em que os municípios mais necessitavam de orientações e atenção do corpo técnico, o qual se dedicou exaustivamente. Apenas nós, demitidos, fizemos juntos mais de 390 horas extras entre março e julho, sem contar as diversas reuniões virtuais noturnas das quais nem foram contadas como trabalhadas - reuniões estas gravadas, com a participação de prefeitos, executivos de associações, consórcios públicos e servidores das mais diversas áreas. A partir do dia 28 de agosto retornamos o trabalho presencialmente em regime de escala, com cada colaborador atuando na sede duas vezes na semana de acordo com a Resolução no. 48/2020, o retorno integral presencial só ocorreu no dia 1º. de fevereiro, depois da Resolução no. 66/2021, e as demissões já ocorreram na sequência, dia 3.

Não podemos admitir que desmereçam o árduo trabalho que efetuamos enquanto colaboradores dessa entidade. Foram inúmeros presidentes, prefeitos e municípios que atendemos ao longo destes anos, pelos quais recebemos o reconhecimento de servidores municipais, Associações de Municípios, Consórcios, prefeitos e prefeitas que conhecem nosso esforço, dedicação e resultados, sem nunca termos sido atacados dessa maneira.

Lembramos ainda que a equipe da FECAM sempre foi extremamente enxuta, com apenas um técnico atuando em várias áreas, e isso valia para todos nós que fomos demitidos. Logo, não vemos como essas decisões podem melhorar o serviço ou gerar eficiência quando nos chegam relatos de quebras abruptas de atendimento em várias áreas.

Nos dedicamos imensamente a esta entidade nos últimos anos, colocamos todo nosso empenho, experiência, dedicação, alma e suor na causa municipalista, pedimos que a entidade seja tratada com consideração por sua história e que enquanto pessoas e profissionais sejamos respeitados pela contribuição e trabalho que exercemos fielmente a esta causa.

Izadora Queiroz de Melo

Jaqueline Domingues

Juliana Plácido

Letícia Póvoas

Magda Lemos

Natassha Moresco Maia
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