40% dos micro e pequenos empresários pretendem investir nos próximos três meses

56% deve investir com recursos próprios e 20% recorrerá a empréstimos

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Segundo a CNDL e o SPC Brasil, 40% dos micro e pequenos empresários pretendem investir em seus negócios nos próximos três meses. Entre os que disseram que vão investir, 54% mencionaram que o objetivo é o aumento das vendas. Outros 35% buscam atender ao crescimento da demanda e 23% adaptar o negócio a uma nova tecnologia.

Dentre os que pretendem investir, 30% deve comprar máquinas e equipamentos, 25% ampliar os estoques e 21% destinará os recursos em mídia e propaganda. Para pagar os investimentos, 56% deve usar capital próprio e 20% recorrerá a bancos ou financeiras. Para aqueles que não querem investir, 44% diz que não vê necessidade, enquanto 28% acredita que o país ainda não saiu da crise. Outros 26% afirmaram que já realizaram investimentos recentes e 11% não possui dinheiro ou crédito para investir.

Os dados também mostram que em outubro o Indicador de Propensão a Investir registrou 49,3 pontos, subindo 3,7 pontos em relação ao mês de setembro. Na comparação com outubro do ano passado, houve um avanço de 7,7 pontos. O índice varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo a 100, maior é demanda de investimento.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a perspectiva de aceleração da atividade econômica deve criar um cenário ainda mais propício para os investimentos. "Dados do IBGE mostram que, apesar de ser um dos motores da lenta retomada, o investimento ainda se encontra em patamares baixos, representando algo em torno de 15% do PIB. Ainda existe bastante espaço para o investimento crescer, tão logo a capacidade ociosa seja eliminada. Quando isso começar a ocorrer, os juros baixos deverão contribuir", explicou.

Demanda por crédito

Já o Indicador de Demanda por Crédito do micro e pequeno empresário registrou 24,5 pontos em outubro, subindo 3,4 pontos em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em setembro, o indicador atingiu a marca de 22,9 pontos. Quanto mais próximo a 100, maior é demanda do empresário por crédito.

O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, avalia que o indicador dá sinais de que a recuperação ainda não atingiu um bom ritmo. "Mesmo com a expectativa de melhora das condições econômicas do país, a demanda por crédito continua longe de alcançar o nível ideal para induzir o crescimento", afirmou.

Apenas 12% dos empresários tem intenção de tomar crédito, enquanto 70% descartam essa possibilidade. Para os que irão recorrer ao crédito, 47% deve buscar empréstimos, 25% financiamentos e 12% cartão de crédito empresarial. Considerando a parcela de empresários que tomarão recursos emprestados, a média do valor a ser contratado deve ser de R$ 29,4 mil.

Para 34% dos entrevistados, a contratação de empréstimos e financiamentos é considerada difícil, enquanto 27% considera esse processo fácil. Entre os que apontam dificuldades, 57% citou como razão o excesso de burocracia e exigências que os bancos fazem, e 45% reclamam dos juros elevados.