02/02/2021 às 02h02min - Atualizada em 02/02/2021 às 02h02min

Secretário da Seinfra presta depoimento na CPI do Rio Mathias

Jorge de Sá se comprometeu em estudar o projeto

Redação Agora Joinville
Secom
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Mathias teve a primeira reunião de trabalho na manhã dessa segunda-feira (1°). Atual secretário de Infraestrutura do município, Jorge Luiz Correia de Sá foi ouvido pelos vereadores. 

Os vereadores questionaram Sá sobre as responsabilidades da Seinfra e o atual estado da obra. Presidente da CPI, o vereador Wilian Tonezi (Patriota) informou que a obra foi iniciada em junho de 2014. Ela deveria ter ficado pronta em outubro de 2016.

O secretário disse que poderia falar somente sobre os 30 dias em que está à frente da secretaria e não pelo passado da obra. Jorge Sá admitiu que ainda não teve tempo para estudar o caso. Sobre os valores já gastos e se há recursos para a conclusão da obra, o secretário disse que ainda não tinha tais informações. Jorge Sá alegou que, com o período de chuvas pelo qual Joinville passa, a prioridade foi atender as necessidades da população. Ele também admitiu que a obra está parada.

Relator da CPI, o vereador Diego Machado (PSDB) não ficou satisfeito com a participação do atual secretário da Seinfra. Ele disse que entende que Jorge Sá está há pouco tempo no cargo. Mas avaliou que ele foi “frio” e demonstrou “má vontade” perante os vereadores.

Em sua defesa, Sá se comprometeu a estudar o projeto e dar mais detalhes futuramente. Enfatizou, contudo, que seria "mais producente" a CPI convidar para prestarem esclarecimentos os profissionais que estão envolvidos na obra desde o início dela.

Esclarecimentos

Antes de ouvir o atual responsável pela Seinfra, os vereadores da CPI aprovaram ordem para que a Prefeitura de Joinville apresente, em 72 horas, sob pena de crime de responsabilidade, documentos com informações sobre orçamentos, despesas, contratos, projetos e históricos, desde o processo de licitação até o período de execução da obra de macrodrenagem.

Os vereadores também definiram que os encontros da comissão serão realizados nas segundas-feiras, às 9h, e nas quintas-feiras, às 14h. Um cronograma inicial de convocados também foi definido:

4 de fevereiro: Ariel Arno Pizzolatti, que ocupava o cargo de secretário de Infraestrutura durante a concepção do projeto da obra de macrodrenagem;
8 de fevereiro: Adelir Stolfi, que ocupava o cargo de secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão durante o processo de licitação da obra;
11 de fevereiro: Edu José Franco, sócio-administrador da empresa Paralela Engenharia, que foi a responsável pela elaboração do projeto da obra.

Criada na primeira sessão extraordinária do ano, em 18 de janeiro, a CPI deve apurar irregularidades nas obras de macrodrenagem do rio. Na prática, o objetivo da obra era ampliar a capacidade de escoamento do curso para evitar alagamentos na área central da cidade.

A CPI do Rio Mathias é composta pelo presidente Wilian Tonezi (Patriota), pelo secretário Neto Petters (Novo), pelo relator Diego Machado (PSDB) e pelos membros Claudio Aragão (MDB) e Luiz Carlos Sales (PTB). O prazo de conclusão dos trabalhos é de 60 dias úteis, podendo ser prorrogado uma vez por mais 45 dias.

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