01/12/2021 às 09h40min - Atualizada em 01/12/2021 às 09h40min

Udesc de Joinville recebe recursos para pesquisa sobre detecção não invasiva de glicose no sangue

Estudos estão sendo feitos pelo grupo de pesquisa em Engenharia Biomédica

Redação Agora Joinville
Assessoria de Comunicação
Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação

Espetar o dedo para medir a glicose no sangue vai ficar no passado. Pesquisadores da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville, estão cada vez mais perto da criação de um dispositivo portátil de detecção não invasiva de glicose no sangue. A instituição foi contemplada com R$ 465.000 pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) para dar prosseguimento ao trabalho. Os recursos foram repassados por meio da Chamada Pública Nº 09/2019 do Edital de Cooperação Internacional em Ciência, Tecnologia e Inovação e Convênios Bilaterais.  

 

Os estudos estão sendo realizados pelo grupo de pesquisa em Engenharia Biomédica da Udesc Joinville, liderado pelo professor Pedro Bertemes Filho, PhD em Física Médica. Fazem parte do grupo, pesquisadores brasileiros e italianos das áreas de Engenharia elétrica, Ciências Biológicas, Ciências Médicas e Computação.

 

A equipe desenvolve uma pulseira para o monitoramento e detecção da glicose, com resultados já comprovados. O sensor eletrônico dispensa amostragens de sangue, tem baixo custo e possibilita que qualquer pessoa possa monitorar o próprio nível glicêmico.

 

Uma rede de sensores funciona conectada a um smartphone, que vai ser usado como veículo para levar a informação do sensoriamento até a uma nuvem de dados que fará o processamento dos sinais. O resultado do processamento por uma rede de inteligência artificial é passado ao smartphone, indicando a taxa de glicose, batimento cardíaco, temperatura corporal e taxa de oxigenação sanguínea do usuário por meio de um aplicativo amigável. O usuário poderá medir sua taxa de glicose no momento que desejar, inclusive durante o sono.

 

Hoje, nos Estados Unidos, já existe um sensor de luz que realiza o processo, mas de maneira muito rudimentar e com 67% de erro. A ideia do professor joinvilense foi incluir uma rede de sensores, usando um algoritmo de computação e processamento em ultra-baixa potência de modo que os dados possam ser transmitidos via rede sem interrupções e segurança. 

 

O projeto ainda está na primeira fase, chamada “pré-clínica”. A partir de 2022, cem voluntários serão envolvidos na coleta de dados, inclusive pacientes diabéticos. O trabalho deve durar cerca de dois anos. 

 

Os recursos da Fapesc serão fundamentais para o pagamento de bolsas de pesquisas, para a elaboração do design do dispositivo, para a compra de materiais para a coleta de dados, para as visitas técnicas junto à equipe italiana e para o depósito patentário de inovação.


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