10/08/2021 às 09h36min - Atualizada em 10/08/2021 às 09h36min

Prazo encerra e auditoria dos dados do Ipreville não é entregue

Limite era até o último sábado (7)

Redação Agora Joinville
Câmara de Vereadores
Foto: Divulgação

Encerrou no último sábado (7), o prazo para entrega da auditoria independente dos dados do Ipreville. Porém, até a noite desta segunda-feira (9), a conclusão dos trabalhos não havia sido entregue à Câmara de Vereadores. Diante do não cumprimento do prazo por parte do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville (Sinsej), a Casa Legislativa retomou as discussões sem os dados da auditoria.

O vereador Wilian Tonezi (Patriota), presidente da Comissão de Finanças, acreditava que "o cálculo viria na manhã desta segunda-feira", e que conferiu seu e-mail porque o prazo seria até o dia 7, sábado passado. O parlamentar ainda destacou que o debate das propostas deve ser retomado nas comissões "a partir da semana que vem".

A auditoria foi reivindicada pelo Sinsej nas reuniões realizadas pela CVJ sobre as propostas da reforma da previdência. A auditoria foi proposta na Casa Legislativa e quem bancou a verificação e contratou uma empresa para fazer os trabalhos foi o próprio sindicato.

No dia 15 de junho, representantes da empresa contratada pelo Sinsej, sindicalistas, servidores e vereadores debateram o plano de trabalho do novo cálculo. Ficou acertado naquele dia, que a discussão da reforma do Ipreville ficaria suspensa até o dia da entrega do estudo, cuja data limite era o último dia 7.  

Discussão sobre prazo para emendas será retomada nesta terça
O Plenário discutiu na sessão desta segunda-feira (9) quais seriam as possibilidades de um prazo limite para apresentação de emendas aos projetos da reforma da previdência. O debate será retomado nesta terça-feira (10), conforme proposta do presidente Maurício Peixer (PL), em razão de dúvidas jurídicas apresentadas na discussão sobre os prazos.

A discussão teve origem em um requerimento dos vereadores Alisson Julio (Novo), Wilian Tonezi (Patriota) e Kiko do Restaurante (PSD), que são presidentes, respectivamente, das comissões de Legislação, de Finanças e de Saúde e Previdência Social, para que essas comissões analisem emendas apresentadas pelos parlamentares até o dia 13 de agosto. As comissões são as que estão analisando as propostas da reforma da previdência.

Uma dúvida jurídica foi levantada pelo vereador Cassiano Ucker (Cidadania) sobre a redação do requerimento prever que as emendas apresentadas após aquela data sejam apreciadas em comissão geral - momento durante a sessão ordinária em que uma emenda é apresentada a um projeto que já está em discussão no Plenário. Para Ucker, o requerimento seria uma ofensa ao rito de tramitação à medida em que o estabelecimento de data seria uma interferência no Regimento Interno.

Ocorre que, se uma emenda é apresentada antes de o projeto entrar em discussão no Plenário, a previsão é que o texto seja discutido nas comissões, inicialmente a de Legislação e depois as de mérito. No caso das propostas da reforma, as comissões de mérito são as de Saúde e Previdência Social e de Finanças.

Os vereadores Lucas Souza (PDT) e Claudio Aragão (MDB) afirmaram que a aprovação do requerimento feriria as prerrogativas dos vereadores de propor emendas. Souza chegou a classificar a proposta como uma "manobra regimental" que poderia resultar na judicialização dos projetos. Aragão seguiu a mesma argumentação e sugeriu a suspensão da sessão para diálogo.

Autor do requerimento, Wilian Tonezi (Patriota) alegou que a medida foi seguida também no debate realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Tonezi destacou que o regimento é omisso sobre a questão da apresentação de emendas e, como isso abriria espaço para uma infinita apresentação de emendas, seria necessária a fixação de uma data pelo Plenário.

Alisson Julio (Novo), também autor do requerimento, afirmou que "não há cerceamento à apresentação de emendas", porque as comissões analisariam aquelas que fossem apresentadas até o dia 13, enquanto as demais poderiam ser analisadas em comissão geral.

Henrique Deckmann (MDB), por outro lado, acha importante uma definição sobre as propostas da reforma e disse que caberia à Mesa Diretora passar a discussão de emendas para as comissões.

 

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