09/06/2021 às 10h15min - Atualizada em 10/06/2021 às 00h00min

Vereadora nacional, sim!

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A vida pública é um exercício diário de várias características que incluem tolerância, paciência, um democrático senso de compreensão e saber abrir bem os olhos para enxergar e ouvir o que os outros tem a dizer sobre você. Quando se entra pra política, isso é potencializado, infelizmente, mais de maneira negativa por conta da má fama construída há décadas por figuras que nem sempre podemos admirar. Nada é preto no branco e as fronteiras até mesmo de nossas percepções não ficam presas a um limite como as linhas que delimitam uma cidade.
Dessa maneira, não posso negar, aprendi mais a ouvir o que vem dos cidadãos da cidade na qual sou parlamentar do que a falar. Percebi que mais importante do que um elogio, é uma crítica. É ela que nos é atacada de uma maneira que às vezes não achamos justa, que vem como uma pedra pontiaguda, mas a qual, com um certo aprendizado, podemos lapidar e transformar em uma qualidade.
Sempre me posicionei sobre muitas questões, grande parte delas nacionais. Foi assim que apareci na vida pública, foi assim que dei meus primeiros passos para chegar onde estou agora, e é assim que continuo atuando, com um olhar além, que envolve a atuação política como um todo, um campo aberto que nos afeta em todas as esferas.
Entre as críticas que recebo com certa regularidade há uma que mais gosto, a de quando me chamam de vereadora nacional. Isso, geralmente, acontece quando opino ou até mesmo identifico coisas que poderiam ser feitas em caráter nacional para melhorar a vida das pessoas. Há quem ache que devo ficar presa dentro das possibilidades que meu mandato de vereadora oferece, mas sempre atuei e me preocupei com os problemas do meu país além das fronteiras de São Paulo, e isso não vai mudar. Portanto, aceito sim a pecha de vereadora nacional sem deixar de ter um olhar especial para São Paulo e sem abrir mão das minhas funções na Câmara Municipal.
Sou sim vereadora nacional se isso significar querer o melhor para o brasileiro. Se isso significar valorizar a política como agente transformador da sociedade e de um país, e de pensar em um futuro que beneficie as pessoas com mais equilíbrio, oportunidades e igualdade de condições para uma vida digna. Coisa que está em falta em nosso país.
Tenho consciência de que represento uma parcela da população que procura alguém com quem se identificar. Longe de governantes que se propõe a vestir a camisa do liberalismo apenas como uma maneira de angariar votos, mas que quando chegam lá se mostram mais do mesmo, essa é uma orientação que sigo e que já demonstrei quando tive oportunidade como vereadora.
Mas ainda é pouco, acredito que o liberalismo de verdade tem um espaço maior na sociedade brasileira que é tão plural, tão diversificada, mas que muitas vezes é mal representada pelas velhas ideias ou pela distorção de mensagens que nos chegam truncadas. Liberalismo e democracia me são temas caros demais para usar apenas como trampolim, e não como uma base para sustentar minha credibilidade na política.
Credibilidade que se constrói não brincando com o dinheiro de quem paga impostos, acreditando na austeridade feita da maneira certa, para que se forme um sistema sustentável onde não apenas poucos saiam ganhando, mas sim como um fermento que faça o bolo crescer a fim de potencializar o combate à nossa trágica desigualdade.
Pensar projetos de longo prazo é uma necessidade e também um problema para nossos governos. Isso porque objetivos eleitoreiros exigem medidas que apresentem respostas rápidas, mesmo que elas não tenham capacidade de se sustentar ou se tornar transformações estruturais em nosso país.
Toda transformação é difícil e exemplos claros disso são reformas que, entra governo, sai governo, não saem, e se saem são feitas de maneira que não perduram, calcadas em concessões, negociatas e caminhos que sempre quedam para o lado fácil com medo de desagradar nas urnas. Reformas como a tributária e a política são fundamentais para trazer avanços ao país, ao mesmo tempo em que mexem com padrões tão fortemente estabelecidos que poucos tem coragem de encarar. O mesmo ocorre com privatizações que ficam apenas em promessas e esbarram em pensamentos atrasados, paternalistas e corporativistas, restando um estado inchado que dá muito a poucos e pouco a muitos.
Coragem, justamente é essa uma palavra que falta na política nacional. E não é coragem da boca pra fora, mas sim demonstrada em atos. Iniciei meu caminho político de uma maneira que me fez adquirir experiência e aprendo todos os dias. Isso nos dá vontade de fazer mais, e muitas vezes esse mais exige novos desafios, novas posições e novas atitudes, mas acima de tudo um olhar para um futuro que é possível.

Janaína Lima, vereadora de São Paulo, primeira mulher eleita pelo Partido NOVO no Brasil, líder do Movimento Vem Pra Rua.

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