27/05/2021 às 10h56min - Atualizada em 28/05/2021 às 10h49min

Reta final: Os 8 principais erros envolvendo Imposto de Renda na Bolsa de Valores

É possível gastar menos com impostos, a partir do cálculo correto do Imposto de Renda, quando o assunto é investimento em renda variável

SALA DA NOTÍCIA Analina Arouche
Divulgação
Todos os anos, os contribuintes precisam acertar as contas com o Leão por meio da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física - DIRPF, considerando o ano-base 2020, para enviá-las à Receita Federal, que foi prorrogada até as 23h59, do dia 31 de maio. Para os brasileiros que aplicam recursos em renda variável, é preciso estarem atentos, pois alguns necessitam acertar as contas mensalmente para evitar dores de cabeça no futuro.

O cálculo, no entanto, pode ser complicado para os novos investidores, visto que a Bolsa de Valores (B3) atingiu a marca de 3,5 milhões de pessoas físicas em abril. A ausência do pagamento do IR acarreta em multas, taxas e juros pesados.

"Declarar corretamente os proventos recebidos, como Dividendos, Juros sobre Capital Próprio e Bonificações, pode ser bastante complicado, visto a dificuldade de consolidar todas as informações. Com a Akeloo grande parte desse processo é feito automaticamente, evitando erros comuns dos investidores", diz Gustavo Filardi, CEO da plataforma Akeloo , parceira do Kinvo, consolidador com mais de 700 mil investidores cadastrados.

Com a integração entre as duas plataformas, o usuário Kinvo precisa apenas importar seus dados ao invés de cadastrar cada operação, podendo consultar suas pendências em instantes. "Investimos constantemente em tecnologia de ponta e a parceria com a Akeloo é mais um diferencial aos usuários, com o propósito de facilitar ainda mais a vida do investidor brasileiro", afirma Moacy Veiga, CEO do Kinvo.

Quem deve pagar Imposto de Renda mensal?

Se você investe na Bolsa de Valores, provavelmente tem que pagar Imposto de Renda mensalmente. Quem opera na B3 deve sempre declarar suas ações, mesmo se houver prejuízos. Pode ser novidade para os investidores de primeira viagem, mas algumas operações na bolsa são passíveis de tributação mensal.

O Imposto de Renda sobre ações segue a alíquota estabelecida pela Receita Federal - 20% para Day Trade e Fundos de Investimento Imobiliário e 15% para o restante das ações. A cobrança de IR mensal é calculada de acordo com o valor total dos ativos vendidos.

Por exemplo, quem vendeu mais de R﹩20 mil em ações, no período de um mês, está sujeito à tributação. Não importa se a operação foi de lucro ou prejuízo em relação ao preço de compra; se você comprou R﹩18 mil em ações da Via Varejo na baixa e decidiu vender a mesma quantidade de ações por R﹩22 mil depois da alta, é necessário pagar o Imposto de Renda. Da mesma forma, vender ações por um preço mais baixo do que o valor de compra não interfere no cálculo.

Para ficar ainda mais claro, o imposto não se baseia nos dividendos, mas no valor total das ações vendidas por uma única pessoa física. Isso quer dizer que o mesmo CPF pode vender até R﹩20 mil em ativos por mês, independentemente da quantidade de ações ou da operação ser realizada por diferentes corretoras. A dica, portanto, é vender menos do que este valor e/ou deixar as próximas vendas para o mês seguinte.

Portanto, para ajudar investidores maduros, ou não, nesse cálculo tão específico, as fintechs reuniram os principais erros cometidos pelos investidores envolvendo Imposto de Renda. Confira:

1. Lembrar do IR apenas na época da Declaração Anual

A essa altura, você já deve ter percebido que não adianta investir na Bolsa de Valores e se preocupar com o Imposto de Renda apenas uma vez ao ano, não é? Caso tenha tido lucros tributáveis, é preciso apurar mensalmente o imposto e, ao não fazer isso, você pode desperdiçar todo o rendimento obtido ao longo do ano com o pagamento de multas por atraso e juros. Além disso, é muito mais complicado organizar os rendimentos e taxas acumulados durante todo o ano do que mensalmente, principalmente se você opera em maior frequência.

2. Não contar com a isenção em operações normais

Invista com inteligência! Agora que você já sabe quem deve pagar imposto de renda mensal, aproveite a regra da isenção para eliminar tributações desnecessárias em determinados meses. Mas, atenção, a isenção de R﹩20 mil só é válida em operações normais e ainda assim deve ser declarada.

3. Não compensar prejuízos

Você sabia que é possível compensar prejuízos na tributação do mês seguinte? Alguns investidores ainda não aprenderam a usar essa regra a seu favor e podem estar pagando mais impostos desnecessariamente.

4. Não descontar custos operacionais

O Imposto de Renda em Renda Variável é tributado apenas sobre lucros líquidos. Isso significa que você não precisa pagar sobre seus custos operacionais. Mas o que são os custos operacionais? São os custos que você teve para realizar as operações, como taxas de corretagem e taxas da Bolsa. Eles podem ser encontrados nas notas de corretagem ou nos extratos de suas corretoras.

5. Achar que o Imposto de Renda é cobrado sobre corretora

Que bom seria, não é? Mas não é o caso. O Imposto de Renda não é cobrado sobre suas operações em cada corretora, e sim sobre seu CPF. Lembre-se disso antes de apurar seus tributos.

6. Não considerar bonificações e desdobramentos

O cálculo do seu Imposto de Renda na Bolsa de Valores é cobrado de acordo com o preço médio de suas ações. Isso significa que ao receber bonificações e desdobramentos, o cálculo de sua tributação será um pouco diferente do que seria feito normalmente.

7. Desconsiderar o IRRF

Você já deve ter ouvido falar no Imposto de Renda Retido na Fonte, não é mesmo? Engana-se quem pensa, ao ver o valor do IRRF, que seu papel como investidor já está cumprido. O IRRF na Bolsa de Valores é um aliado útil da Receita Federal, pois facilita a verificação de inconsistências (é o chamado dedo duro), mas, para o investidor, é apenas uma antecipação feita pela corretora e não o exime dos cálculos.

8. Fazer tudo sozinho(a)

A tributação em renda variável pode ser confusa e atrapalhar muitos investidores na jornada por mais sucesso financeiro. Por isso, você sempre pode contar com ferramentas úteis comprometidas com a apuração correta de seus tributos e com seus lucros, caso da plataforma da Akeloo, especializada em inteligência tributária para investidores em renda variável. Com ela, você consegue calcular automaticamente seus impostos, gerar DARF e acompanhar seus resultados, além de se preparar para a Declaração, sem necessidade de se preocupar às vésperas, com documentos perdidos, ou em ter de contratar um contador.

Sobre o Kinvo

O Kinvo é um aplicativo de consolidação que possibilita o controle, a análise e o acompanhamento de todos os investimentos em um só lugar. Com operações iniciadas em 2018, a ferramenta conta com mais de 700 mil usuários cadastrados e tem como missão transformar a relação entre as pessoas e os investimentos. Com uma interface intuitiva e análises apuradas, é ideal tanto para investidores mais experientes, quanto para os iniciantes terem mais autonomia e serem capazes de tomar decisões mais assertivas para melhorar seus resultados. Em março de 2021, foi adquirido pelo BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina.

Sobre a Akeloo

A Akeloo é uma fintech de inteligência tributária que oferece ao investidor o cálculo automático do Imposto de Renda em Bolsa de Valores. Lançada em 2020, a plataforma também auxilia na otimização de tributos e na declaração de IR, além de oferecer relatórios avançados de investimentos. Integrada com a carteira Kinvo, a Akeloo é ideal para day trade, swing trade e buy and hold. Todas as informações que o investidor de Bolsa precisa, reunidas em um lugar só.

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