14/05/2021 às 08h41min - Atualizada em 14/05/2021 às 08h41min

Grupo de doulas cria primeiro coletivo de Joinville; Mandala traz informações sobre gestação e parto

Redação Agora Joinville
Foto: divulgação
A experiência gestacional e de parto pode ser frustrante para algumas mulheres. A função das doulas é amenizar esse sentimento e ajudar a gestante durante esse período, tornando ele um momento especial para cada mulher. Com o objetivo de alcançar mais públicos para falar sobre esse assunto é que surge o Coletivo Mandala, o primeiro coletivo de doulas formado em Joinville. O grupo é composto por cinco doulas que prestam o serviço de forma privada, mas que também trabalham em projetos sociais para gestantes e puérperas que não podem pagar pelo acompanhamento. 

Eloiza Fernandes é a que trabalha há mais tempo na área. Ela teve início na profissão em 2014, um ano antes da Mayara Herkenhoff, também parte do coletivo. Um ano depois, em 2016, Dyenyf Matos embarcou na carreira. Bruna Berka, que está à frente do movimento em Joinville, é a que tem a carreira mais recente, tendo início em 2019.

A organização começou em 2020, antes da pandemia, e teve experiência com uma roda de gestantes em um lar que acolhe mulheres de todo sul do Brasil em situação de vulnerabilidade. Agora, com a pandemia, as conversas devem continuar de forma on-line e se estender para mais mulheres da cidade. O propósito deste trabalho é fornecer assistência para as gestantes que não tenham condições financeiras de arcar com esse serviço e que tenham interesse em aprender um pouco mais sobre partos humanizados.

O trabalho da doula 

O trabalho da doula vai além de apenas estar presente. A função contempla compartilhamento de informação e suporte emocional durante todo o período gestacional, aquele trabalho como se fosse um acolhimento de avó. Além disso, conta com apoio físico e tem um trabalho mais natural para alívio de dores, com massagens, óleos essenciais, movimentos corporais e palavras.

O objetivo dessas mulheres na hora do parto é deixar ele o mais humanizado possível, tirar a parte mecânica e colocar a mulher como protagonista nesse processo. "O parto é um portal para um momento. Depois do parto nasce uma mãe", explicou Bruna Berka, doula que está a frente do coletivo. 

Bruna explica que a certificação do trabalho da doula é conquistado com cursos oferecidos de forma livre, com o mínimo de 80 horas. Essas doulas são reconhecidas pelas associações de doulas espalhadas pelo Brasil. Aqui, o reconhecimento vem da Adosc (Associação de Doulas de Santa Catarina) Além disso, todas as profissionais precisam ter um cadastro para atuar nos hospitais.

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