14/05/2021 às 09h02min - Atualizada em 14/05/2021 às 09h02min

'Porcaria eletrônica', diz deputado Sargento Lima sobre urna

O parlamentar diz que, nas eleições de 2018, Bolsonaro foi prejudicado em SC

Redação Agora Joinville
Rede Catarinense de Notícias
Foto: Divulgação
O deputado estadual Sargento Lima (PSL) usou a palavra "porcaria" durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de SC (Alesc) dessa quinta-feira (13) para atacar a urna eletrônica. No discurso, o parlamentar defendeu um modelo de votação "auditável" e convocou apoiadores para fazerem campanha contra o sistema eleitoral atual.

"A quem interessa um voto que não pode ser auditado? Que classe política é essa que tem interesse num voto que você não pode contar? Que tipo de sujeito é esse [que defende esse modelo]? A direita está se mobilizando no Brasil inteiro e nós vamos ter o nosso voto que pode ser conferido", disse, na tribuna. 

"O que liga o jogo do bicho à nossa urna eletrônica é que não pode ser auditado. Já viu auditoria do jogo do bicho? [...] É o que aproxima à nossa urna eletrônica. Esse caça-níquel venezuelano que trouxeram para cá, que você não pode fazer a conferência de um voto. Essa porcaria eletrônica", afirmou o parlamentar. 

Lima ainda citou a eleição de 2018 em Santa Catarina e destacou que acredita que o presidente Jair Bolsonaro pode ter sido prejudicado nas eleições. Segundo ele, Bolsonaro teve mais votos do que o contabilizado. No segundo turno, o então candidato teve 75,9% dos votos válidos, segundo o TSE. "Em 2022 a gente não vai deixar passar", acrescentou. 

No feriado de 1º de maio, em Joinville, Lima marcou presença em uma manifestação pró-Bolsonaro que dedicava apoio ao "voto impresso auditável". Em vídeo publicado no domingo (2), o deputado divulgou imagens da manifestação ao som de MC Reaça - Proibidão Bolsonaro. "Quer desafiar? Não tô entendendo. Pra votar Bolsonaro minha mão já tá tremendo", diz a música. 

A urna eletrônica passa por processo de auditoria antes da votação. A Justiça Eleitoral faz demonstrações da veracidade dos votos antes do pleito em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e convida os partidos políticos. A conferência é pública. Fontes do Tribunal Regional Eleitoral de SC (TRE/SC) afirmam que é tradição os partidos não comparecerem ao ato.

Recém-empossado no TRE/SC, o desembargador Fernando Carioni defende que a urna é segura e afirma que desde 1996 o equipamento é utilizado e nunca ninguém comprovou uma fraude.

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