23/06/2021 às 08h06min - Atualizada em 23/06/2021 às 08h04min

Quarteto tenta tomar poder no MDB

O deputado federal Celso Maldaner, presidente estadual do MDB, está no epicentro de uma guerra interna, gerada a partir do vácuo de poder vivido pelo partido, derrotado nas eleições de 2018 e sem seu grande timoneiro no século 21, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira.
O dirigente vai convocar o diretório estadual da legenda para definir a nova data das prévias para a escolha do candidato a governador. A eleição interna estava marcada para 15 de agosto, mas foi adiada por imposição de um quarteto peculiar, liderado pelo senador Dário Berger e composto, ainda, pelos ex-governadores Paulo Afonso Vieira e Eduardo Moreira (que cumpriu mandatos-tampões em duas oportunidades); e pelo ex-presidente estadual do MDB e candidato derrotado ao governo, Mauro Mariani. Moreira, aliás, declarou, na segunda-feira, que o partido está sem liderança. Ou seja, acabou falando da própria tibieza como ex-presidente estadual da sigla.
 
Fator Maldaner
Estes quatro estão em torno do mesmo projeto, que atende pelo nome de Dário Berger. A morte recente de Casildo Maldaner, irmão de Celso e ex-governador, ampliou a crise de poder no seio do Manda Brasa. O ex-governador certamente estaria ao lado do irmão nesta disputa.
 
Goela abaixo
Eduardo Moreira, Mariani e Paulo Afonso querem definir o candidato pela Executiva do partido, de forma fechada e restrita aos caciques que apoiam o senador Dário Berger, grupo no qual se incluem. Eles têm maioria na Executiva emedebista. Celso Maldaner, a seu turno, quer ouvir o partido e seu 187 mil filiados para a definição do candidato ao governo.
 
Preponderância
O presidente estadual detém a maioria dos assentos no Diretório do MDB catarinense. Maldaner afirma, claramente, que as prévias foram apenas adiadas e que uma nova data será definida justamente pelo Diretório estadual.
 
Fake News
O quarteto, contudo, já espalha, erroneamente, que o pleito interno foi cancelado. Importante rememorar que em 2018, o ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, não foi candidato ao governo porque Eduardo Moreira e Mauro Mariani, que eram antagonistas internos, fizeram um pacto e se lançaram pré-candidatos, embretando Udo.
 
Juntos, reunidos
A dupla agora se une novamente, contando, também, com o respaldo de Paulo Afonso Vieira, para tentar impedir a candidatura, muito mais viável internamente, de outro prefeito do Norte catarinense, Antídio Lunelli.
 
Articulado
Com a diferença que Antídio começou a se articular com a devida antecedência, algo que Udo Döhler não fez e que facilitou a manobra interna de Mariani e Moreira em 2018. Aliás, os dois, com este tipo de condução personalista e desastrosa, foram os grandes responsáveis pelo vexame do MDB no último pleito estadual.
 
Procrastinação
O que fica muito claro é que o quarteto liderado por Dário Berger quer embarrigar as prévias para maio ou junho de 2022, quando Antídio Lunelli já não teria mais a condição de renunciar ao mandato de prefeito a bordo da garantia de que será o candidato emedebista ao governo.
 
Na estrada
Renunciar ao mandato da cidade no escuro, sem a garantia de que terá legenda para concorrer ao governo, certamente seria um balde de águia fria em Antídio, que está animadíssimo e percorre o estado cumprindo agendas de fim de semana, em campanha caseira nas hostes do Manda Brasa.
 
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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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