22/06/2021 às 11h24min - Atualizada em 22/06/2021 às 11h24min

Meritocracia

Cris Nogueira
Foto: Divulgação
No dicionário, a palavra merecimento possui alguns significados como, por exemplo, ato ou efeito de merecer, capacidade, engenho, talento, importância, qualidades morais, habilitações, entre outros e etc...

Ser merecedor pressupõe ter feito algo que justifique uma compensação, ora vista como prêmio; ora, ou como castigo. Tanto é verdade que ao longo da vida ouvimos algumas frases do tipo: “Ela merecia coisa melhor”, “Ela teve o que merecia”, “Deus é justo”, “A vida passa mas a vida cobra” e outras mais. Fica parecendo que o merecimento virá, nem que seja pela “Providência Divina”.

No meio organizacional, o merecimento nada tem de semelhante ao que a  “Providência Divina” poderia proporcionar, mas sim com relação a dedicação, produtividade, assiduidade, proatividade, iniciativa, espírito de equipe e tantos outros critérios relacionados ao trabalho definidos pela Cultura Organizacional de cada Instituição.

Portanto, Merecimento, Compensação, Prêmio, Castigo e Justiça são conceitos  bem recebidos no papel, porém no dia a dia seu merecimento está diretamente ligado ao olhar personalizado de um gestor ou de uma gestão específica, por isso a importância de um gestor imparcial.

Sabemos que todos os trabalhadores dedicados, empenhados em seu trabalho e em suas metas profissionais possuem o desejo de reconhecimento, assim sendo quanto mais claros, formais e padronizados forem os degraus da meritocracia, mais justo será o processo para alcançá-la. O contrário também é verdadeiro, ou seja, quanto mais a meritocracia depender das percepções pessoais de um gestor, mais passível de injustiça um colaborador pode estar. Nesse aspecto a Avaliação de Desempenho pode ser uma ferramenta interessante se bem utilizada.

É importante ressaltar que muitas pessoas possuem uma visão superlativa sobre o trabalho que desempenham, enquanto outras se dedicam muito e se valorizam pouco; na verdade encontramos de tudo no mercado laboral. Existem lideranças que valorizam, apoiam e desenvolvem suas equipes, outras se sentem ameaçadas e encaram suas equipes como concorrentes. Lamentavelmente, esses equívocos da personalização da meritocracia não geram somente apenas uma injustiça na questão do reconhecimento profissional, mas também perda de tempo e dinheiro para muitas organizações. Em alguns casos, o colaborador se desmotiva, deixa de produzir e contribuir como poderia, em outros, a organização o perde para a concorrência devido a falta de valorização. Resumindo, a meritocracia está diretamente ligada ao perfil dos gestores de uma organização, pois mesmo havendo critérios formais e claros, em algum momento, o colaborador estará na dependência da análise de sua liderança ou chefia.

Quando encontramos a vaidade, a insegurança, a ganância e o orgulho inseridos no perfil de gestores, com certeza nos depararemos com a injustiça no processo de valorização de um colaborador ou de uma equipe. Prioritariamente, as organizações devem qualificar seus colaboradores, com o objetivo de preparar lideranças balizadas nos princípios. Quando melhoramos as pessoas, melhoramos os processos e os resultados.

A importância não está em apenas fazer o que se gosta, mas em fazer bem feito aquilo que deve ser feito. Se pudermos estabelecer como objetivo a superação de nossas próprias metas, estaremos sempre um passo a frente.
Em vista dessas reflexões, temos que pensar com foco no futuro, ultrapassando nossos desafios pessoais e profissionais, impondo-nos metas ousadas, orientando-nos por princípios, utilizando as experiências e aprendizados como degrau no nosso crescimento profissional

No início desta coluna citei alguns ditados populares que colocam nas mãos da “Providência Divina” o poder de fazer a justiça. Então, vou terminar com outros ditados que colocam em nossas mãos as consequências de nossas escolhas e nos responsabilizam por elas:
- “Deus ajuda a quem cedo madruga” (Ditado Popular)
- “Tudo que é seu encontrará uma maneira de chegar até você” (Chico Xavier)
- “Não peça a Deus para guiar seus passos, se você não está disposto a mover seus pés” (Márcio Kuhne)

Bom trabalho!
Cris Nogueira
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Cris Nogueira

Cris Nogueira

Administradora, Professora Universitária, Servidora Pública, Palestrante na área de comportamento.

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