17/06/2021 às 09h12min - Atualizada em 17/06/2021 às 09h11min

Gean reavalia renúncia

Prisco Paraíso

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), tem dito, a interlocutores, de forma reservada, que estaria reavaliando a renúncia à qual se comprometeu para disputar a eleição de 2022, decisão que abriria caminho para a posse do vice-prefeito, Topázio Neto (Republicanos).

O vice, registre-se, é empresário vitorioso, cresceu de forma consistente, começando do nada. Bem situado e resolvido profissional e financeiramente, Topázio Neto resolveu entrar para a vida política. A forma encontrada foi compor a chapa do então candidato à reeleição, hoje prefeito reconduzido da Capital.

Não foi por acaso que Gean sacou o vice-prefeito, João Batista Nunes, do PSDB, um partido importante, para ceder a vaga ao politicamente desconhecido empresário. Que se filiou a um partido pequeno, o Republicanos.

 

Dúvida

Qual foi a motivação da troca abrupta lá em 2020? Topázio entrou no jogo para bancar a campanha do ponto de vista estrutural. 

 

Marketing

O marketing da campanha de Gean, especula-se nos bastidores, teria custado R$ 6 milhões, valor que teria sido pago pelo hoje vice-prefeito.

 

Estrutura

Sua chegada, portanto, foi estratégica para a logística eleitoral, para estruturar o projeto. Também se comenta fervorosamente, nas rodas políticas, que haveria um componente mensal na relação entre o vice e o prefeito de Florianópolis.

 

De saída

Em tempo. O prefeito Gean Loureiro já esteve bem mais próximo do PSD, pelas mãos do deputado Julio Garcia. Curiosamente, neste momento, Gean está bem mais inclinado ao PSDB. Aí pela articulação do ex-deputado Gelson Merisio. Vale lembrar que o alcaide florianopolitano já foi tucano. Deixou o partido lá atrás. O ninho, aliás, é a casa do ex-vice-prefeito João Batista, imolado por Gean em 2020 para pavimentar a chegada de Topázio Neto.

 

Inimizade

Outro resgate neste contexto: Julio Garcia e Gelson Merisio já foram afinadíssimos. Hoje não são nem adversários. São inimigos.

  

Dupla

Pegou muito mal nas fileiras do MDB a divulgação de uma agenda entre Gelson Merisio (PSDB) e Dário Berger (MDB).

 

Inimigo

A conversa entre Merisio e Dário, dois pré-candidatos ao governo, repercutiu pessimamente nas hostes do Manda Brasa. Merisio, para quem não lembra, é persona non grata no MDB, partido que ele deixou de fora do segundo turno de 2018 e o qual enfrentou com todas as armas imagináveis e possíveis.

 

Pressão

Obviamente que Dário fez questão de registrar e divulgar a reunião como forma de mandar um recado ao seu atual partido, o MDB, o sétimo da carreira, como quem diz, olha, se não me derem a vaga de candidato a governador, há outras legendas que me querem.

 

Efeito inverso

Convenhamos. O tiro, naturalmente, saiu pela culatra. E só reforça uma característica da trajetória do senador: infidelidade partidária. Ele nunca criou raízes por onde passou e esse tipo de atitude só ilustra a realidade de que ele não está nem aí para o MDB.

 

Pé no acelerador

Chefe da Casa Civil do governo Moisés da Silva, Eron Giordani, iniciou uma série de reuniões com as bancadas e blocos partidários da Assembleia Legislativa para discutir pontos da reforma da previdência dos servidores públicos estaduais que o Executivo pretende enviar no mês de julho.

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Prisco Paraíso

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