12/03/2021 às 08h22min - Atualizada em 12/03/2021 às 08h16min

Dário e a sabotagem no MDB

Prisco Paraíso
O senador Dário Berger encontrou no MDB, maior sigla de Santa Catarina, seu sétimo endereço partidário durante a longa carreira política.
Com este histórico e sem nunca ter construído base partidária ou militância por onde passou – e no MDB não é diferente -, Dário quer ser o candidato do partido a governador.

Mas está com medo de enfrentar as prévias definidas pela direção estadual, decisão digna de aplausos. Pelas prévias, cerca de 187 mil filiados emedebistas participarão democraticamente da escolha do nome do MDB para disputar o governo catarinense no ano que vem.

O senador, contudo, vem reunindo deputados, prefeitos e outras lideranças, advogando abertamente contra a instituição das prévias. Articula uma sabotagem à luz do dia e bem debaixo dos bigodes da direção estadual.

Atitude reprovável sob todos os aspectos, mas digna do currículo e histórica falta de comprometimento de Dário Berger com os partidos por onde passou.

Nos escaninhos

Depois de entrar no olho do furacão, protagonizando o golpe jurídico mais vermelho da história, o ministro-militante do STF, Edson Fachin, pode demorar mais do que o tempo "normal" para apreciar a reclamatória da Alesc que pede a devolução das funções de deputado ao ex-presidente da Casa, Julio Garcia.

Despachos distintos

Na petição, a Assembleia questiona a decisão da juíza Janaina Cassol Machado. A magistrada determinou que a Alesc faça nova sessão plenária para deliberar sobre o assunto. Na anterior, avalia Janaina, os deputados devolveram o mandato e revogaram a prisão do colega, mas apenas no âmbito do primeiro despacho dela.

Via judicial

As imposições definidas pela juíza na segunda decisão ainda têm a questão do mandato de Julio Garcia em aberto. Para não se expor novamente à opinião pública em tema tão desgastante, a Assembleia optou por judicializar a questão.
Como é o relator da Alcatraz no STF, a ação caiu nas mãos de Edson Fachin. Julio Garcia segue afastado do mandato e suas prerrogativas de deputado. Um limbo que vai completar dois meses no dia 19 de março.

Reação

A Fiesc reagiu quase que imediatamente ao anúncio do Ministério Público estadual, que entrou com ação pedindo lockdown em todo o estado por 14 dias. A Procuradoria da federação alega "intervenção de terceiros", ingressando no âmbito do processo iniciado pelo MPSC na 2º Vara da Fazenda Pública da Capital.

Salvar a economia

Um dos principais argumentos da intervenção da Fiesc situa-se na constatação de que qualquer decisão sobre a matéria deverá ter sustentabilidade. Quer dizer que o funcionamento da economia é fundamental para produção e fornecimento de alimentos, insumos básicos inclusive para o setor médico hospitalar, garantia de empregos e até a manutenção da arrecadação do setor público.

Presidentes

Durante a sessão no plenário que debatia a PEC emergencial, o deputado federal Celso Maldaner encontrou o colega Baleia Rossi e, de presidente para presidente, fez questão de cumprimentá-lo pela sua recondução à presidência nacional do MDB.
O mandato de Baleia terminaria em outubro, mas com antecedência e por unanimidade os emedebistas decidiram mantê-lo no comando do partido. Para Maldaner, Baleia tem dedicado o seu tempo a colocar o MDB de volta no caminho do equilíbrio, do trabalho e da transparência, com novas ideias e bons resultados.
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