26/02/2021 às 10h19min - Atualizada em 26/02/2021 às 09h22min

Antídio é o nome do MDB

Prisco Paraíso
Baixada a poeira do anúncio de que o MDB realizará prévias para a escolha do candidato a governador, o cenário é muito claro. Se tiver juízo, o partido, por meio de seus 187 mil eleitores, vai optar por Antídio Lunelli. Sem sombra de dúvidas, é a grande novidade com vistas ao próximo pleito, o fato novo. Dono de um perfil empresarial exitoso, tendo começado do zero e reeleito prefeito com mais de 70% dos votos numa cidade que nunca havia reelegido seu chefe do Executivo!

A turma do Manda Brasa tem a chance de escolher, disparadamente, o melhor nome. Ah, mas tem o Celso Maldaner. Grande nome. Tem conduzido com maestria o MDB – o que, convenhamos, não é fácil – e tem boa atuação como deputado federal. Vem de uma família de políticos e também já foi prefeito de Maravilha, assim como sua mulher.

O irmão mais velho, Casildo, foi de vereador a governador. Maldaner, no entanto, ainda não tem tamanho para a disputa majoritária.

Erro histórico

Com relação ao terceiro nome da legenda, o do senador Dário Berger, seria, de longe, a pior escolha. Um verdadeiro tiro no pé.

Mera formalidade

O MDB é o sétimo partido da carreira política de Berger. Por onde passou, o senador nunca criou raízes. Tanto é verdade que na reeleição dele na Capital, já pelo MDB, ele sequer recebia os deputados do partido. Nunca deu bola pra eles. Quando saiu de São José para assumir a prefeitura de Florianópolis, Dário Berger era filiado ao PSDB.

Derrapada histórica

Aliás, importante lembrar que ele só virou senador por uma bobagem histórica de Mauro Mariani. O ex-deputado queria ser candidato ao governo em 2014, ano em que as fileiras emedebistas optaram por apoiar a reeleição de Raimundo Colombo. Ele seria o nome natural à Câmara Alta, mas abriu para Berger que, registre-se, ia ter dificuldade para eleger-se deputado estadual.

Timing

Quatro anos depois, Mariani ficou pelo caminho na corrida ao governo, sequer chegando ao segundo turno e sumiu da política, abrindo mão até do comando estadual da sigla. Especula-se, inclusive, que ele pode assinar ficha no Podemos.

Discurso e prática

O senador Dário Berger só marca presença em evento partidário quando há eleições. Caso contrário, ele simplesmente ignora. Se o MDB o escolher como pré-candidato para 2022 será o mesmo que nada. Primeiro, porque as chances dele virar governador seriam remotíssimas. Segundo, caso venha a ter chances e se chegasse lá, seria alguém que definitivamente não representa o MDB.

Falta do que fazer

Pura falta do que fazer mesmo em plena pandemia, com a economia patinando, os governos desesperados em função da falta de estrutura na saúde? Seria a única explicação para o movimento da vereadora Carla Ayres, do PT da Capital, que resolveu desarquivar o projeto que dá o nome da ex-vereadora carioca Marielle Franco ao passeio central da Avenida Hercílio Luz.

Provocação

Além de absolutamente despropositada, a matéria também é intempestiva. A insistência de lideranças de esquerda neste tipo de enfoque soa muito mais a provocação do que algo que realmente vá fazer qualquer diferença na vida das pessoas lá na ponta.

Ideologia burra

Apesar do momento extremo em que vivemos, muita gente ainda não aprendeu que ideologia não cura, não salva, não leva comida pra mesa. Em muitos casos, está servindo só mesmo na busca desenfreada por poder a qualquer custo.
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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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