15/10/2022 às 08h14min - Atualizada em 15/10/2022 às 08h12min

O fracasso dos candidatos governistas

Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

Renê Menezes (Santur), Edilene Steinwandter (Epagri), Leandro Lima (Sistema Prisional), André Motta Ribeiro (Saúde), Luciano Buligon (Desenvolvimento Econômico) e Tiago Silva (Procon), todos ex-secretários de Estado, não conquistaram uma cadeira na Alesc em 2 de outubro.  Seis nomes escalados pelo governo para a disputa de deputado estadual. Todos acabaram ficando de fora.

A derrota acachapante acaba por refletir o desempenho do próprio governador Moisés da Silva, que não chegou ao segundo turno, perdendo para Jorginho Mello (PL) e Décio Lima (PT).

Resta mais do que constatado, provado, que o grupo mosaico, este que termina o mandato, e que não é o mesmo que saiu das urnas há quatro anos (o governador trocou de amigos depois das eleições de 2018), não tem o menor cacoete para fazer política.

Vale registrar que Tiago Silva, que pilotou o Procon nos últimos anos, ficou meio escanteado em relação ao apoio do núcleo duro governista. Teve que se virar por conta própria. O Centro Administrativo concentrou forças nos outros cinco nomes, sem sucesso.

 

 

 

Vampiro também

Candidato a deputado federal depois de cumprir um mandato na Alesc (em 2014 ficou como suplente), outro nome que não emplacou e estava ligado ao governo foi o de Luiz Fernando Vampiro (MDB).

 

 

 

Estrutura

Ele assumiu a Secretaria de Educação de Moisés da Silva. Lá no dia 5 de fevereiro de 2021, logo após o retorno do governador, que estava afastado em função do julgamento do segundo pedido de impeachment. Ou seja, um ano e sete meses antes das eleições. Fez uma votação baixíssima considerando-se a força virtual da pasta que comandava.

 

 

 

Podemos ou não?

Quatro dias depois da foto do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), ao lado do candidato do PL ao governo do Estado, senador Jorginho Mello, o partido do mandatário resolveu se manifestar oficialmente sobre o segundo turno.

Assim como o principal prefeito da legenda, o Podemos-SC assegura que vai apoiar Jair Bolsonaro até 30 de outubro.

 

 

 

Incógnita

Em Santa Catarina, no entanto, dirigentes da legenda deixaram o apoio em aberto, condicionado a um tal "compromisso do futuro governador com as bandeiras do Podemos e com Santa Catarina, principalmente no que diz respeito ao fim dos privilégios, combate à corrupção, continuar sendo um governo municipalista, que se comprometa também a honrar todos os convênios, programas e projetos em vigor. Após isso é que o partido vai bater o martelo sobre quem deve apoiar."

 

Estranho

Alguém aí parece estar sem bússola no Podemos. Suponhamos que Décio Lima, o candidato vermelho em Santa Catarina, resolva assumir os "compromissos" exigidos pelo Podemos-SC. Como o partido vai fazer então? Apoiar Bolsonaro lá e Décio aqui? Seria o Bolsodécio? Convenhamos.

 

 

 

Chamamento

A nota do Podemos, no que tange ao contexto estadual, soa meio esquisita. Quase como um chamamento público para uma conversa privada.

 

 

 

Jair aqui

Por falar em apoios, o prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, seguiu a orientação do MDB-SC e também vai de Jorginho Mello e Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições. O anúncio do apoio ocorreu durante a visita da candidata a vice-governadora, delegada Marilisa Boehm, em Jaraguá do Sul. O ex-prefeito do município e deputado eleito, Antidio Lunelli, já havia manifestado apoio a Jorginho, a exemplo do deputado federal reeleito, Carlos Chiodini. Tudo afinado entre as lideranças jaraguaenses.  

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