10/06/2022 às 08h32min - Atualizada em 10/06/2022 às 08h31min

Bornhausen com Lula?

Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

A política é dinâmica, todos sabemos. Muitas vezes, curiosa. Curiosíssima. Em recente editorial, o Jornal O Estado de S. Paulo, divulgou uma fala do ex-presidiário Lula da Silva sobre o fim do PFL. O ex-mito citou Jorge Bornhausen, que sempre foi um símbolo do partido. A legenda foi capitaneada nacionalmente pelo catarinense por 15 anos.
O descondenado sugeriu que o PSDB segue no mesmo caminho da extinção. Lula, o verborrágico, incontrolável, foi alertado por um companheirão sobre a inconveniência deste tipo de colocação.
A sugestão seria para Lula da Silva tentar consertar a estapafúrdia comparação. Faz sentido. O agora canhoto oficial Geraldo Alckmin foi um dos próceres do ninho tucano por 33 anos. Vários peessedebistas estão saindo do armário e assumindo seu petismo até então implícito.
Em sua maioria, são tucanos descontentes com as negociações que podem empurrar o senador cearense Tasso Jereissati como vice da emedebista Simone Tebet, isso para o caso de realmente se concretizar a chapa MDB-PSDB.
Neste rol de simpatizantes do PT atual também estão os que não acham graça em Eduardo Leite, o ex-governador gaúcho que pode ser alternativa para cabeça de chapa nas eleições.

Ex-senador Aloysio Nunes Ferreira é um destes ilustres tucanos que lulou de vez. Fernando Henrique Cardoso, idem. E tantos outros.

Gambiarra

O ex-sindicalista tentou dar uma consertada, mas o estrago estava feito. Essa passagem lulística de 2022 lembrou um episódio de 2010, quando a divindade petista discursou, na praça Dário Salles, Centro de Joinville. Naquela oportunidade, o descondenado estava em campanha por sua pupila, a mãe do PAC, a inepta Dilma Rousseff. "Precisamos extirpar o PFL de Jorge Borhausen da política brasileira," sentenciou o pajé dos vermelhos.

Ligação íntima

Para quem não lembra, Jorge Konder Bornhausen é conselheiro político, além de amigo, de Geraldo Alckmin. Uma relação que não é de hoje. Tem pelo menos duas décadas. Os dois andaram sempre juntos nos últimos mandatos, especialmente do paulista neosocialista Alckmin.
JKB era figurinha fácil no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.

Incógnita

E agora? Como fica? Tudo que Lula da Silva falou do PFL e dele não vale mais? JKB vai estar com Alckmin (e Lula, consequentemente) nestas eleições? Ou já está com eles?

Kassab

O PSD não tem candidato a presidente e Gilberto Kassab, o dono do partido neste país, quer voltar a ser ministro. Do ex-presidiário, claro. Importante lembrar que Kassab nasceu para a política pelas mãos de Bornhausen.

Muro?

Pois muito bem, quem JKB vai apoiar nacionalmente? Bolsonaro, ao que parece, é que não vai ser apoiado pelo catarinense. Vai ficar com Lula da Silva, o canhoto, o petista, o esquerdista, aquele que o comparava a Hitler por sua origem germânica? Jorge Bornhausen não tem e nunca teve perfil de ficar em cima do muro.

Aguardando

Por ora, não se tem posicionamento oficial do ex-governador e ex-senador que nunca envergonhou Santa Catarina, registre-se. Sempre representou e muito bem o estado.

A hora chega

O funil do calendário segue se aprofundamento e esta e tantas outras questões tendem a ser esclarecidas até a carnificina, ou melhor, a campanha deste ano começar protocolarmente. De fato, ela já começou faz tempo.

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