01/06/2022 às 10h42min - Atualizada em 01/06/2022 às 10h33min

Executiva do MDB convoca diretório e proíbe partido de fazer atos e mobilizações

Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

A deputada estadual Ada de Luca, esquerdista convicta e terceira vice-presidente do MDB
Catarinense, pilotou reunião da Executiva estadual da sigla na manhã de ontem em Florianópolis.
Com a presença de oito membros, o encontro ganhou ares de legalidade, pois metade mais um dos 15 componentes do colegiado marcaram presença.
Este octógono deliberou por convocar o diretório estadual do Manda Brasa em até oito dias corridos contados a partir de ontem. Até lá, o partido, de acordo com a decisão dos presentes, não poderá fazer nenhum ato ou mobilização oficial (algo surreal se considerarmos o conceito democrático tão propalado e tantas vezes usados para defender interesses pontuais, corporativos e ditatoriais).
Segue a novela no MDB, um partido a esta altura irremediavelmente rachado e que chegará dividido ao pleito. As apostas em Moisés estão altas, embora as pesquisas e o sentimento das ruas não deem qualquer sinal de reeleição garantida ou de morro abaixo (como gostava de comparar Luiz Henrique da Silveira).

Ausências

O grupo que se reuniu ontem, sem as presenças do presidente Celso Maldaner, do pré-candidato Antídio Lunelli, e de outros dirigentes importantes, como os ex-deputados Edinho Bez e Ronaldo Benedet, quer deliberar a favor de uma composição com o governador do Estado, provavelmente negociando as outras duas vagas da chapa majoritária (Senado e vice). Algo que só será decidido, pra valer, na convenção da legenda, marcada para 5 de agosto.

Esquerda, volver

Interessante observar, ainda, que embora Moisés da Silva tenha sido eleito na onda conservadora de 2018, ele se afasta cada vez da direita bolsonarista. Os emedebistas mais fervorosos no sentido de respaldar o projeto do chefe do Executivo têm viés canhoto. Outro exemplo clássico, além da própria Ada de Luca, que pilotou a reunião de hoje à revelia do presidente, é o ex-governador Paulo Afonso Vieira.

Ojeriza

Paulo Afonso não suporta nem ouvir falar o nome de Antídio Lunelli por considerar o ex-prefeito de Jaraguá do Sul um bolsonarista!

Pró-Moisés

Além de Ada e Paulo Afonso, estiveram presentes no ato de hoje os deputados Volnei Weber, Jerry Comper, Valdir Cobalchini e Fernando Krelling, além do próprio presidente da Alesc, Moacir Sopelsa, mais a ex-deputada Dirce Heirderscheidt.

Sem trânsito

Presidente estadual do PT, Décio Lima, assinou nota, esta semana, informando que a vinda de Lula da Silva ao Estado foi adiada (não há definição de nova data). Decisão tomada durante reunião do catarinense com Lula e a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann em São Paulo.

Cortina de fumaça

As alegações oficiais para o cancelamento foram falta de local adequado para realizar "um grande evento" e as condições climáticas. Balela, claro. Na prática, Lula da Silva não consegue sair às ruas deste país. Em Santa Catarina, teria e terá muitas dificuldades de circular, bem como em outros tantos cantos do país. Mas ele lidera, com folga, o universo paralelo das "pesquisas."

Rotina

O PT e os seus canais oficiais alardeiam que este cancelamento, bem como outros tantos que virão, estão relacionados aos bolsonaristas que ameaçariam a segurança do ex-presidiário. Fake News barata. A verdade é que na vida real, a popularidade do ex-mito segue a mesma desde que se desbaratou o maior esquema de corrupção da história: ladeira abaixo!

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