08/03/2022 às 08h40min - Atualizada em 08/03/2022 às 08h39min

Moisés no Republicanos

Uma vez confirmada a filiação de Moisés da Silva ao Republicanos terá vencido a tese da escolha pessoal dele no contexto partidário-eleitoral. Incentivado por pessoas mais próximas, de seu círculo pessoal antes de chegar ao cargo máximo do estado.
Um dos principais conselheiros nesta direção é o secretário de Administração, Jorge Tasca. O chefe de gabinete do governador também exerceu influência nesta escolha. Além, é claro, do secretário de Articulação Nacional, Lucas Esmeraldino.
O secretário da Casa Civil, Eron Giordani, advogava outra tese, considerando-se o cenário eleitoral de 2022. Avalia que os dois melhores caminhos seriam ou o Podemos ou o MDB.

Prestígio

Ressalte-se que Giordani tem correspondido às expectativas do chefe do Executivo estadual, sobretudo nas articulações do Executivo com o Legislativo (Assembleia).
Na definição partidária, o governador não seguiu as ponderações de Eron Giordani.

E a bancada?

Importante observar a partir de agora como a escolha de Moisés da Silva vai ser recebida na base de apoio na Alesc. Especialmente na bancada do MDB, que travou uma verdadeira guerra interna para tentar criar as condições que permitissem ao governador filiar-se ao partido para tentar a reeleição. Os deputados estaduais vão absorver na boa a escolha do governador?

Gestão e eleição

Do ponto de vista administrativo, do apoio aos projetos de interesse do governo, nada deve mudar. A incógnita é relativa às perspectivas eleitorais. Como a bancada estadual vai se posicionar perante o partido com Moisés num partido pequeno?

Pressão

O ainda prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, seria cobrado, ontem, a respeito de alianças e do fortalecimento do projeto. Existe o temor de que o MDB fique isolado. Em 2018, o partido tinha apenas o PL como aliado. Embora Jorginho Mello tenha conquistado o Senado, Mauro Mariani sequer chegou ao segundo turno do pleito estadual.

Tese esvaziada

A conferir até que ponto os deputados estaduais vão seguir bancando Moisés da Silva junto ao MDB. Será que as bases do MDB verão com bons olhos a indicação de um candidato a vice do Republicanos, por exemplo? Embora os prefeitos venham sendo agraciados com recursos generosos do governo, talvez comecem a ponderar a possibilidade de adiar um eventual apoio a Moisés no segundo turno. Se for o caso.

Olho no olho

Na sexta-feira passada, Moisés da Silva e o deputado estadual Sérgio Mota, presidente do partido, conversaram por horas.
Com isso, o vice-prefeito da Capital, Topázio Neto, que é do Republicanos, vai sair do partido e migrar para o União Brasil.


Prefeito

Topázio será prefeito da Capital a partir de 31 de março. O prefeito Gean Loureiro vai renunciar para concorrer ao governo do Estado ou compor uma majoritária. Já anunciou publicamente inclusive essa disposição. Pelo UB. Ou seja, ele deixa o cargo, mas reforça o compromisso de seu sucessor com o projeto.

Satélite

O governador embora não vá se filiar ao Podemos, segue com o partido na mira. Para acomodar candidatos a deputado e dar-lhe suporte na campanha.  A pressão é tanta que o até então piloto da legenda em Santa Catarina, Paulo Bornhausen, anunciou a saída do partido, sinalizando que a legenda já estaria sob o controle do governador. A conferir os desdobramentos.
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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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