18/02/2022 às 09h10min - Atualizada em 18/02/2022 às 09h09min

Cartas e documentos

Três documentos circulam na Praça relativamente ao velho MDB de guerra. O senador Dário Berger, que usou o partido por 14 anos, publicou uma carta de despedida. Ingressou no Manda Brasa para a reeleição na Capital e depois ganhou de mão beijada um mandato de senador. Somente por isso ficou esse tempo nas hostes emedebistas. Aliás, ele teve um péssimo desempenho na Câmara Alta.
Nunca visitou ninguém, nunca deu bola pro partido, só se apresenta quando tem eleição ou alguma escolha interna. E vinha dizendo que queria disputar o governo pelo MDB!
No final do texto, ele manda um abraço para os emedebistas. Patético, grotesco.
Nas hostes do partido, seu ato final na legenda é visto como um gesto de traição e molecagem. O que vale também para Valdir Cobalchini. O partido se mobilizou para as prévias, as cédulas já estavam distribuídas, enfim, um ano de reuniões, estratégias e muita energia gasta para nada.

Fugiram da briga

Os dois correram da briga na hora H. Ficou muito mais feio para Dário, claro. Um senador que estava desde o princípio envolvido na disputa. Cobalchini entrou como boi de piranha no final do jogo e saiu chamuscado.

PT quer distância

Dário Berger vai para o PSB. Não vai deixar saudades no MDB. Se ele está achando que o PT e outras siglas de esquerdas vão respaldá-lo para o governo, pode esperar sentado.

Memória fresca

Sobretudo os petistas têm bem fresco na memória o dia 31 de agosto de 2016, quando Dário Berger votou junto com Dalirio Beber e Paulo Bauer pela cassação da energúmena, inepta Dilma Rousseff. Como é de praxe, essa conversinha de filiar-se ao PSB para liderar uma grande frente canhota para dar palanque ao ex-presidiário em Santa Catarina não passa de mais uma bravata do inigualável Dário Elias Berger.

Aclamado

O segundo documento circulando nos meios políticos é o que confirma a aclamação de Antídio Lunelli como pré-candidato do MDB ao governo. É um fato consumado, que dá legitimidade ao alcaide para negociar alianças e avançar no projeto emedebista. Ele agora deve percorrer o estado, tornando-se ainda mais conhecido dentro e fora da legenda.

Perfil ideal

Sem sombra de dúvidas, o perfil de Lunelli é o melhor para encabeçar uma majoritária estadual em 2022. De origem muito humilde, começou do nada, no campo e levantou um conglomerado empresarial de fazer inveja a muito herdeiro por aí. Com um detalhe: à base de suor, competência, inteligência e humanidade.

Gratidão

O terceiro documento é a carta do próprio Antídio Lunelli aos emedebistas. Não passou recibo aos adversários, agradecendo a Valdir Cobalchini e Dário Berger pelos gestos em favor da unidade do MDB. Assinalou que pretende construir um projeto com alianças e muito diálogo, característica, aliás, do candidato, para viabilizar uma chapa forte ao governo.

Batendo cabeça

Quanto aos ex-governadores Eduardo Moreira e Paulo Afonso. Eles são contra o projeto liderado pelo ainda prefeito de Jaraguá do Sul. Ocorre que a cada dia que passa, os dois têm menos influência no partido. Além de já não terem votos há muito tempo. Moreira está com Moisés, que lhe indicou para uma generosa diretoria do BRDE.

Contraditório

Paulo Afonso, sempre dando uma de esquerdista. Ele apoiou Fernando Haddad em 2018, esteve no palanque da inepta Dilma e agora quer ficar com Moisés da Silva? Pra quem não lembrar, o atual governador foi eleito na onda conservadora de 2018, que guindou Jair Bolsonaro à presidência. O MDB sente muita falta de Luiz Henrique e Casildo Maldaner. O que esta dupla faz falta, os dois ainda vivos conseguem, na mesma medida, só atrapalhar a unidade e o futuro do partido.

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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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