20/12/2021 às 11h01min - Atualizada em 20/12/2021 às 11h00min

Farra e miséria

Prisco Paraíso
O Congresso Nacional, que não tem a menor sensibilidade quando o assunto é pensar a sociedade brasileira, o jogo lá é fazer a politicagem para grupelhos, consegue se superar sempre. 
 
Neste exato momento, o Centrão, que hoje é a base de sustentação de Jair Bolsonaro, cuja fina flor é o partido do presidente, o PL, além do PP, sentou sobre a pauta de final de ano para simular uma chantagem ao Executivo para incrementar o já bilionário Fundo Eleitoral. 
 
Algumas figuras, aliás, estão sempre pilotando algum partido, que hoje é o melhor emprego deste país. Tomemos como exemplo o Podemos, partido jovem e com boa imagem perante a opinião pública, que tem uma mansão no Lago Sul em Brasília!
 
É uma festa o que tem de dirigente partidário com helicóptero, carrões, motoristas e uma infraestrutura de dar inveja a grandes empresas, é uma grandeza. Uma afronta, um acinte, uma vergonha absoluta. 
 
Dose dupla
Não bastasse o Fundo Partidário, que consome anualmente, sem qualquer controle, alguns bons bilhões da viúva, os nobres deputados e senadores aumentaram para R$ 5,7 bilhões o Fundo Eleitoral. 
 
Cifra astronômica
Somados os dois fundões sem fim – partidário (para "manutenção" das siglas) e eleitoral (para as campanhas) – gastarão quase R$ 10 bilhões em 2022. 
 
Pra inglês ver
Dentro do teatro estabelecido em Brasília, o presidente vetou. Mas só pra inglês ver. Bolsonaro é a favor e vai se beneficiar desta farra. O veto será derrubado e segue o baile. 
 
Inflação é para pobre
Se fosse aplicada a inflação para reajustar o fundão, ele chegaria a R$ 2 bilhões, mas já dobraram o valor considerando-se já a inflação contabilizada. 
 
Lorota
Ah, mas enxugaram o fundo partidário em R$ 1,7 bilhão. Desde quando o dinheiro dos impostos tem que financiar partido político, cara-pálida? Qualquer cidadão que precisa de um dinheiro extra vai ao banco, toma um empréstimo e depois paga. O dinheiro público não tem que ser distribuído a rodo para algumas dezenas de políticos fazerem a festa. Isso é algo inexplicável e inaceitável.
 
Os miseráveis
Sem falar nas tantas e tantas carências que há décadas assolam os miseráveis deste país, que continuam miseráveis, pura massa de manobra eleitoral. Viva o Brasil!
 
Setor carbonífero
Santa Catarina teve uma importante conquista nesta quinta-feira (16) com a aprovação, no Senado Federal, do projeto de lei 712/2019, de autoria do senador Esperidião Amin, que cria uma política de ajuda ao setor carbonífero de SC. Ou seja, ela amplia subvenção a distribuidoras de energia de pequeno porte. A proposta segue agora para sanção presidencial. 
 
União de esforços
Vale destacar que esta conquista é de toda a bancada federal catarinense que teve importante participação nesta proposta. Na última segunda-feira, foi aprovado na Câmara, o substitutivo apresentado pela relatora, deputada Geovania de Sá. A alteração do projeto, além de instituir subvenção econômica às concessionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica de pequeno porte, permite a continuidade da atividade econômica gerada pela cadeia produtiva do carvão até pelo menos 2040.
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Prisco Paraíso

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Comentarista Político

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