17/11/2021 às 10h30min - Atualizada em 17/11/2021 às 10h30min

Filiação de Bolsonaro sobe no telhado

Prisco Paraíso
Jair Bolsonaro segue surpreendendo. Desta vez, mandou uma mensagem clara ao PL. Está suspenso o ato de filiação dele ao partido pilotado pelo senador Jorginho Mello em Santa Catarina. Seria no dia 22, que é o número usado pelo partido nas urnas.

Transpirou um dos principais motivos para que o presidente puxasse o freio de arrumação: o apoio do PL à candidatura do vice-governador de São Paulo à sucessão de João Doria. Ele, naturalmente, é desafeto do chefe da nação, assim como seu principal apoiador, o próprio governador paulista.

Em outros estados também foram identificadas situações que contrariam os interesses da família Bolsonaro.

Se a condição do presidente para assinar ficha partidária for o controle total da legenda no país todo, ele ficará sem partido! Isso não existe.


Filosofia
Como costuma dizer, nas internas, o próprio senador Jorginho Mello: "se partido fosse bom não seria partido, seria inteiro."

Condenação
O movimento de Bolsonaro despertou a ira do poderoso presidente nacional do PL, ex-deputado Waldemar da Costa Neto. Condenado no mensalão, ele cumpriu três anos de prisão na Papuda, em Brasília. De lá, seguiu comandando o PL, partido que preside há 20 anos. Ele derrubou, de dentro da prisão, um ministro de Dilma Rousseff, Cesar Borges, e mandou nomear outro.

Poderoso chefão
Costa Neto também pilotou todas as votações e posicionamentos do partido no Congresso, mesmo em seu período de inquilinato na Papuda.

Olha o nível
Consta que Costa Neto mandou um recado mal criado ao presidente e seus filhos: "Vão tomar...". Curto e grosso. Vejam o quilate dessa gente, o estofo, o pedigree.

O PP volta a figurar como possível destino, mas a novela já serviu mais para irritar aliados do que para agregar. Aliás, agregar politicamente não é bem a especialidade de Bolsonaro.


Centrão
Aqui entre nós, no PP, presidido por Ciro Nogueira, o nível de comando não é muito diferente.
Os dois partidos são do Centrão, formado pelo grupo de partidos fisiológicos e que foram atacados por Bolsonaro em 2018.


Palanques
Reflexos, naturalmente, no cenário catarinense, especialmente entre os dois senadores: Jorginho Mello (PL) e Esperidião Amin (PP).

Mas há outros nomes em Santa Catarina identificados com o presidente. Antídio Lunelli, João Rodrigues e o próprio Carlos Moisés, que vai tentar pegar uma carona na popularidade presidencial entre os catarinenses.


Apoios no Norte
A noite de Proclamação da República foi de evento com casa cheia para o MDB de Joinville. O palestrante foi o deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Alceu Moreira, que falou sobre as tendências do cenário político nacional. Mas o clima festivo não deixou dúvidas de que a estrela da noite foi mesmo o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli.

Ovacionado
Pré-candidato ao governo do Estado, Lunelli foi ovacionado pelos emedebistas do Norte do Estado, que lotaram a Recreativa dos Comerciários e pelos componentes da mesa, o ex-prefeito de Joinville Udo Döhler, o deputado estadual Fernando Krelling e o presidente da Câmara de Vereadores de Joinville, Claudio Aragão. O próprio Alceu Moreira reconheceu as qualidades do correligionário. "Não tenho dúvidas, está aí o próximo governador".
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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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