14/10/2021 às 09h41min - Atualizada em 14/10/2021 às 09h40min

Moisés articula

Prisco Paraíso
Moisés da Silva foi a Brasília semana passada. Fez contatos políticos com os presidentes do Podemos, Renata Abreu, do Progressistas, Ciro Nogueira, e do Republicanos, Marcos Pereira. O governador atuou fora do eixo de articulação do seu secretário chefe da Casa Civil, Eron Giordani. Foi um recadaço para o PSD, leia-se Julio Garcia e João Rodrigues.
 
O chefe do Executivo deixa claro que não avalia apenas a alternativa posta na mesa por eles, que seria o acordo com o MDB. O governador busca outras opções. De quebra, escancara que não ficará refém das, digamos, habilidades do trio Garcia, Rodrigues e Giordani quando assunto são os acordos e acertos políticos.
 
Eron Giordani faz a articulação com a Alesc e manobra com vistas às eleições do ano que vem.
 
Quando se fala em Giordani, fala-se, obviamente, do deputado Julio Garcia, o padrinho político do secretário.
 
Julio Garcia, nunca é demais lembrar, foi algoz de Moisés da Silva. Tentou cassá-lo através de dois pedidos de impeachment que por muito pouco não degolaram o governador.
 
 
Tecla única
Essa articulação de Garcia e Giordani visa a arrastar o MDB para uma coligação com o atual mandatário estadual.
 
 
Acordo comercial
E aí, teríamos um grande acordo entre Moisés da Silva e Dário Berger, sob o viés empresarial, para dar um chega pra lá em Antídio Lunelli e Celso Maldaner? Há sinais de que este encaminhamento vai avançando nos bastidores.
 
 
Biruta de aeroporto
Desde que Luiz Henrique da Silveira saiu do convívio dos catarinenses, em 2015, o MDB perdeu completamente a bússola. Não sabe para onde caminhar, essa que é a grande verdade.
 
 
Exemplo de Joinville
Para quem não lembra, foi LHS quem fez o empresário honrado, bem sucedido, Udo Döhler, prefeito de Joinville. Ele se elegeu em 2012 e conquistou a reeleição em 2016. Mas sem a presença de Luiz Henrique, não percebeu, lá em 2017, que deveria ter entrado no circuito como está fazendo agora outro empresário bem sucedido, Antídio Lunelli.
 
 
Negócios, negócios
Porque Eduardo Moreira e outras figurinhas carimbadas do Manda Brasa não queriam Udo de candidato. Qual o motivo? Para manter o status quo, aquela farra conhecida. Só que com Udo Döhler, assim como Antídio, não tem conversa atravessada, é tudo dentro do esquadro.
 
 
Perfil ideal
Obviamente que esse perfil, que é o que deseja o eleitor, não interessa a cabeças coroadas da política estadual, acostumadas a mandar e a desmandar em Santa Catarina.
 
 
História se repete
Antídio agora enfrenta a mesma dificuldade de Udo Döhler há quatro anos. Caso o ex-prefeito de Joinville tivesse se mexido antes, lá em 2017, teria ganho a convenção do MDB e seria governador, justamente o projeto do empresário jaraguaense nos dias atuais. Será que a história vai se repetir e a nau do Manda Brasa vai naufragar ainda no primeiro turno, a exemplo de 2018? O tempo dirá.
 
 
Em tempo
Firme no MDB, Antídio Lunelli tem sido assediado por praticamente todos os partidos. As lideranças acompanham as dificuldades que o prefeito enfrenta para conquistar a indicação de candidato a governador no partido. E não perdem tempo, considerando-se o potencial eleitoral do empresário jaraguanese.
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Prisco Paraíso

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