06/10/2021 às 08h44min - Atualizada em 06/10/2021 às 08h43min

Silêncio constrangedor

Prisco Paraíso
Segue obscura a saída do delegado Akira Sato do comando da Polícia Civil de Santa Catarina, cargo onde ele ficou por apenas duas semanas. Inexplicável o silêncio do governo desde sexta-feira. É extremamente comprometedor. Urge que se explique porque o policial entregou o cargo de forma tão abrupta.

A única exceção, por parte do Centro Administrativo, foi o secretário Jorge Tasca. Pra variar. Segundo ele, não procedem as especulações de bastidores que ligaram o desembarque de Akira Sato à tentativa de abafar investigações contra corrupção. Importante manifestação de Tasca, que é um homem honrado e compromissado.

Houve pressão para blindar investigações contra corrupção na SC Par, conforme as especulações de bastidores dão conta? Apesar da posição do titular da Administração, Moisés da Silva, que é o chefe do delegado-geral, não se pronunciou.

Nem o próprio Akira Sato. Ou seja, permanecem esta e tantas outras incógnitas. Perguntas sem respostas. Até pela celeridade com que se encontrou o substituto, delegado Marcos Ghizzoni, que é de Tubarão, mesma base de Moisés da Silva.

Só que o policial é umbilicalmente ligado ao deputado Julio Garcia, hoje aliado do governador do estado.


Porta-vozes
De qualquer forma, está faltando posicionamento claro do governo do Estado. Plantar uma ou outra nota na imprensa não responde às tantas indagações neste caso. E muito menos encerra a crise já instalada na Polícia Civil em relação ao governo.

Oportunistas
Por outro lado, já tem oposicionista querendo pegar carona pra fazer palanque em 2022, a exemplo do que já ocorreu com a CPI dos Respiradores. Que não levou a lugar algum, exatamente como acontece com a CPI do Circo, em Brasília. Os senadores fazem de tudo, menos investigar algo relacionado à pandemia. É só politicagem. Lá e aqui.

Menos, menos
Agora vão querer criar outra CPI em SC? Vão trabalhar. Há órgãos competentes o suficiente para investigar o ocorrido, a começar pela própria Polícia Civil, que é honrada e não vai se permitir ser manobrada pelo governo do Estado.
Aliás, é justamente o contrário. Quem usa e abusa do expediente de CPI acaba levando o troco nas urnas!


Estopim da crise
Outro ingrediente neste quadro: o clima na Polícia Civil de Santa Catarina não é bom desde a Reforma da Previdência estadual. A categoria sentiu-se muito prejudicada. O ambiente ficou tão carregado que levou à queda do ex-chefe da Polícia Civil, Paulo Koerich, que não soube conduzir a contento o processo interno.

Contraponto
A empresa Ceon Tecnologia distribuiu nota à imprensa, refutando qualquer envolvimento com irregularidades nos contratos com o governo de Santa Catarina. "Nossa empresa é atuante no mercado de soluções tecnológicas em inteligência desde o ano de 2006, sempre pautando sua atuação em pioneirismo tecnológico, com suas atividades contábeis, fiscais e contratuais devidamente legais e sob os mais rigorosos pilares de rigidez moral e profissionalismo."
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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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