23/09/2021 às 10h19min - Atualizada em 23/09/2021 às 10h14min

MDB e PSD rachados em SC!

Prisco Paraíso

Dois dos principais partidos catarinenses enfrentam dificuldades enormes no quesito unidade.

O PSD, não é de hoje, está rachado entre o grupo de Raimundo Colombo, que faz oposição a Moisés da Silva, e o time do deputado Júlio Garcia e do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, absolutamente alinhados ao governo.

Não só alinhados, como atuando na linha de frente da gestão estadual através do secretário da Casa Civil, Eron Giordani, umbilicalmente ligado a Garcia e não menos próximo de Rodrigues.

Neste contexto, é preciso citar, ainda, Gean Loureiro, prefeito da Capital. Ele esteve em Brasília esta semana, participando das discussões da praticamente sacramentada fusão do DEM com o PSL.

Na semana passada, o alcaide florianopolitano esteve em Lages e foi recepcionado por Colombo, com direito a churrasco e tudo mais. Os dois tricotaram e sinalizaram de que poderão estar juntos considerando-se a perspectiva eleitoral, já que nenhum dos dois coloca como irreversível a cabeça de chapa. O movimento deu uma agitada extra nos bastidores.
 

MDB
Júlio Garcia também já esteve com Gean, mas prioriza o entendimento de Moisés com o MDB. Se não for possível a filiação do governador ao partido, o plano é o embarque em uma pequena legenda, sempre com a perspectiva de contar com o PSD e o MDB no projeto de recondução do atual inquilino da Casa d'Agronômica.

 

Queda-de-braço
Só que o MDB também encontra inúmeros obstáculos quando o assunto é convergência com vistas ao pleito de 2022. Os deputados estaduais conseguiram, na última reunião do diretório estadual, postergar as prévias para 15 de fevereiro do ano que vem.

Os federais, a seu turno, se rebelaram ante esta realidade. Na quarta-feira passada estiveram com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.

 

Quarteto
Tomaram assento na conversa Celso Maldaner, deputado federal que pilota a seção barriga verde do Manda Brasa e pré-candidato ao governo. O senador Dário Berger, outro postulante do MDB à indicação majoritária, também participou, assim como Rogério Peninha Mendonça e Carlos Chiodini, este último fechado com Antídio Lunelli, prefeito de Jaraguá do Sul, e também postulante à candidatura pelo MDB.


Candidatura própria
Peninha está com Dário Berger. Baleia Rossi defendeu a tese de uma candidatura própria. O triunvirato catarinense almoçou na segunda-feira, na Capital, e decidiram pela contração de pesquisas para avaliar quem entre os três (Dário, Antídio e Celso) está melhor e sacramentar o nome do MDB já em outubro.

 

Batendo de frente
Ou seja, é a bancada federal (três federais e um senador) contra os nove estaduais do partido. Em posições absolutamente antagônicas. O detalhe é que o quarteto tem como aliado o dirigente maior do partido neste momento. E vem levantando, ainda, incongruências dos estaduais.

 

Crioulo doido
Não faz muito, deputados estaduais pediram a cabeça, queriam a guilhotina para Moisés da Silva no processo de impeachment. Valdir Cobalchini, atual líder da bancada, e Luiz Fernando Vampiro, secretário de Educação, à frente deste processo que pretendia decapitar Moisés da Silva. Por ironia, ou não, naquele período os federais ficaram ao lado do governador. Não pelo interesse eleitoral, mas sim contra os que queriam tomar o poder sob a liderança do deputado Júlio Garcia. Que hoje tem muita influência no governo e carrega junto a bancada estadual emedebista. É de absoluta falta de sentido o ritmo da política estadual nos últimos três anos!

 

Couro comendo
Trocando em miúdos. Há um quadro de conflagração interna no MDB e no PSD. O que torna cada vez mais difícil a ida do governador para o MDB.

 

Tripé
Seria um passo no escuro para o governador. Moisés tenta, pelo menos, o apoio do MDB. O que também não será fácil. Cresce entre o trio Antídio, Celso e Dário o sentimento para formação de uma chapa pura do MDB. As incertezas cercam todo o contexto pré-eleitoral catarinense. A chapa seria Antídio ao governo com Celso de vice e Dário disputando novamente o Senado.

O que se pode afirmar, a esta altura, com toda a certeza é que a candidatura à reeleição de Moisés bagunçou o cenário político estadual.

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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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