26/08/2021 às 11h17min - Atualizada em 26/08/2021 às 11h16min

Alô, prefeito

Prisco Paraíso
O líder do MDB, deputado Valdir Cobalchini, ligou para o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, durante a reunião semanal da bancada, convidando-o a participar do próximo encontro com os deputados estaduais. Com o entendimento que ele segue firme como pré-candidato do partido e integrado com a representação da sigla na Alesc.
O carinho do deputado na direção do prefeito explicita, mais uma vez, o sentimento da bancada em relação ao jaraguaense. Existe um certo temor de que Antídio Lunelli possa deixar o MDB para candidatar-se por outra sigla em 2022 (sondagens não faltam nesse sentido). Movimento que, naturalmente, a bancada não deseja que aconteça.
Os deputados estaduais enxergam em Lunelli um perfil valioso para o MDB com grandes perspectivas para o futuro. O pragmatismo, no entanto, neste momento conduz a nau na direção de Moisés da Silva, até pelas questões estruturais inerentes ao governo do Estado. É a lei da sobrevivência política.


Prazer, Moisés
Moisés da Silva marcou presença na reunião dos governadores, esta semana, depois de receber dois tucanos que vão disputar as prévias do PSDB com vistas a 2022, João Doria e Eduardo Leite. Vale lembrar que em 2019 o catarinense se distanciou de Jair Bolsonaro com algumas críticas. Depois, tentou se reaproximar e não encontrou reciprocidade.

Sem oportunismo
Agora, o governador tenta manter o equilíbrio. Moisés se posicionou no encontro dos mandatários estaduais, pois oportunistas de plantão, como João Doria Junior, queriam uma carta subscrita pelos colegas para atacar o presidente, fazer barulho, ganhar mídia, enfim.

Coerência e apoio
O governador de Santa Catarina liderou o movimento para barrar o oportunismo do tucano, propondo, sem ações eleitoreiras, que todos os governadores se reúnam, isoladamente, com os demais chefes de poderes e também com o ministro da Defesa. E que tirem suas dúvidas e façam suas colocações a cada um deles.
O encaminhamento de Moisés foi tão adequado que João Doria não teve reação. O apoio à iniciativa do catarinense foi maciço entre os governadores.
Ponto para Moisés e para Santa Catarina.


Contra o passaporte
A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) se posicionou com firmeza em relação à iniciativa do prefeito Gean Loureiro, que pretende instituir a exigência de comprovação de vacina contra a Covid19 para acesso aos estabelecimentos comerciais da Capital.

Apreensão
"A notícia de que a Prefeitura Municipal de Florianópolis pretende exigir um 'passaporte de vacina' traz apreensão a todo setor produtivo da Capital. Ainda que a medida esteja alicerçada na melhor das intenções, ela se soma a um emaranhado de restrições pouco transparentes, implementados ao longo dos últimos 17 meses sem qualquer previsão de término, ou qualquer relação com os dados de contágio — que permanecem estáveis desde maio," diz trecho da nota.

Se virem
E segue. "Mais uma vez, o Executivo municipal preferiu seguir o caminho do espetáculo das redes sociais, que lhe traz popularidade, do que efetivamente construir uma agenda colaborativa de combate à doença. Dessa forma, cria custos e dificuldades às empresas – e sem qualquer diálogo, acreditando que o poder da caneta é suficiente para derrotar o vírus."
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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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