30/06/2021 às 08h16min - Atualizada em 30/06/2021 às 08h14min

Racha iminente no PSD-SC

Prisco Paraíso
O ambiente no PSD não é dos mais favoráveis para o ex-governador Raimundo Colombo. Contrário à presença do partido no governo Moisés da Silva, o lageano escalou a tribuna do Twitter, depois da reunião do partido, de segunda-feira à noite, na Capital, para estocar os colegas governistas.
"O lugar do PSD é onde o povo nos colocou: na oposição," assinalou ele, que pleiteia nova indicação partidária para a disputa ao governo nas eleições de 2022.  
Pretensão que lhe rendeu enquadramento público da parte do prefeito de Chapecó, João Rodrigues. Para o chapecoense, Raimundo Colombo é um "iluminado", tendo sido muito apoiado pelo partido ao longo da história. Rodrigues certamente se referia às duas eleições para o governo (vitoriosas) e as duas para o Senado (sendo uma delas exitosa).

Alternativa oestina
João Rodrigues se colocou como candidato, mas na verdade, o que existe é uma articulação por trás disso. Importante sempre pontuar que o chefe da Casa Civil de Moisés é Eron Giordani, umbilicalmente ligado a Julio Garcia e ao próprio prefeito de Chapecó.

Meta é outra
Ao fim e ao cabo, a ideia é manter viva a possibilidade de uma chapa com o governador à reeleição tendo João Rodrigues de vice. De quebra, o grupo daria o tão sonhado chega pra lá em Raimundo Colombo.

E o Napoleão?
Outro ingrediente nesta salada partidária atende pelo nome de Napoleão Bernardes. A esta altura, diante deste cenário de racha iminente, o ex-prefeito de Blumenau deve estar arrependido até o último fio de cabelo por ter trocado o PSDB pelo PSD, movimento esse que ensejou a filiação de Gelson Merisio ao ninho tucano. O ex-deputado disputou o governo em 2018 justamente pelo PSD.

Incógnita
Pergunta-se: Colombo e Napoleão vão permanecer nas fileiras pessedistas ou baterão em retirada? Importante destacar que o deputado Julio Garcia voltou a articular a todo vapor para, entre outras coisas, desestimular Moisés da Silva a se filiar ao Progressistas (PP), partido ao qual o PSD não pretende se aliar em 2022.

Apoio à reforma
A Faesc está distribuindo nota de apoio ao projeto de Reforma da Previdência estadual. O texto aportou na Assembleia Legislativa na tarde de segunda-feira e, por mexer com privilégios e vantagens de servidores públicos, enfrentará resistências. Confira a manifestação da entidade, que representa o pujante agronegócio catarinense.

Modelo falido
Segue trecho da nota da entidade. "Os indicadores demonstram a necessidade de mudar o atual modelo e o apoio do setor produtivo é fundamental para que a Reforma gere sustentabilidade no regime de previdência e ajude a aumentar os recursos para investir no Estado. Entre os aspectos que serão alterados com a Reforma da Previdência estão idade mínima, regra de transmissão, tempo de contribuição, limite de isenção e alíquota extraordinária."

Ambiente político
O texto subscrito pela direção da Faesc assinala, ainda, o momento político em Santa Catarina, onde a harmonia reina depois de um 2020 de muita turbulência. "A Faesc acredita que nesse momento existem vontade e disposição política para a aprovação de uma verdadeira reforma, capaz de eliminar distorções e deformações que tornaram a Previdência Oficial dos servidores públicos um fardo difícil de carregar pela sociedade catarinense."
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Prisco Paraíso

Prisco Paraíso

Comentarista Político

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