Em coletiva de imprensa, poder público de Joinville discute segurança pública do MAJ

De acordo com a comunicação da prefeitura, a maior preocupação é com tráfico de drogas e com a segurança de funcionários e moradores

Por Sabrina Quariniri 09/11/2017 - 11:09 hs
Foto: Jacson Carvalho/Agora Joinville

Na coletiva de imprensa desta manhã (09) no Museu de Arte de Joinville (MAJ), o poder público da cidade destacou que o local tem vivenciado uma preocupante realidade. De acordo com o secretário de comunicação Marco Aurélio Braga, dos atuais frequentadores, uma minoria utiliza o ambiente para consumir drogas, depredar o patrimônio público e ameaçar funcionários que cuidam do espaço. “A polícia tem registrado inúmeras ocorrências no local. Os moradores do entorno se sentem ameaçados”, explica.

Luiz Eduardo, 64 anos, mora próximo ao MAJ há cinco anos. Ele diz que com o passar dos anos o consumo de drogas e bebidas no ambiente tem aumentado de forma alarmante. Para Luiz, a solução para este problema, a curto prazo, seria cercar o local. “Coloca uma cerca leve aqui ao redor. Quando der 22 horas, fecha, e torna a abrir às 6 horas”. E continua: “Enquanto estamos discutindo aqui há meses, os bandidos estão trabalhando.”

Segundo Raulino Esbiteskoski, responsável pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), em meses anteriores, havia 2 mil crianças de escolas públicas que visitavam o espaço, agora, depois das ocorrências, este número diminuiu para 200. “Nós queremos trazer nossas famílias, nossos amigos aqui e estamos sendo impedidos”, reclama.

Helga Tytlic, coordenadora do MAJ, conta que inúmeros eventos que estavam previstos para acontecer no espaço foram cancelados por conta da falta de segurança. “Desenvolvemos projetos de cultura geral na cidade, mas não tivemos aderência do público que frequenta atualmente.”

A coordenadora ainda diz que sempre teve ocupação jovem no local, mas com certa passividade entre grupos distintos. “Atualmente, há muito consumo de drogas, de bebidas. O tráfico começou a olhar para cá. Se continuar neste ritmo, aqui vai virar uma cracolândia”, pontua.

Soluções

A curto prazo, as soluções seriam trazer pessoas para realizar feiras e exposições no MAJ; aumentar a iluminação do ambiente e intensificar o patrulhamento da polícia.

Ainda segundo secretário de comunicação da Prefeitura de Joinville, Marco Aurélio Braga, o poder público defende a ocupação da juventude, porém, para realizar um evento é necessário seguir as regras. “Não é proibido vir ao MAJ, mas tem toda uma questão de horários, som alto. Quem deseja fazer um evento no local, deve ir até a Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) e pedir liberação”, explica. 

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