Projeto sobre saúde mental pode tornar-se referência em Educação Permanente no SUS

Oficina é avaliado como experiência inovadora pelo Ministério da Saúde

Foto: Arquivo

O Projeto 'Oficina de Integração Mexendo a Cuca' realizado pelo professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Raphael Henrique Travia, com um grupo atendido pelo Serviços Organizados de Inclusão Social (SOIS) - uma das unidades do serviço de saúde mental - está próximo de se transformar referência em Educação Permanente em Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).

A história de Raphael Travia está ligada ao serviço de saúde mental da Secretaria de Saúde de Joinville. Ele foi usuário do serviço, alcançou a graduação em Gestão Hospitalar e fez pós-graduação em Educação de Jovens e Adultos (EJA). O seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi a experiência desenvolvida com o grupo do SOIS, em 2015. 

Raphael teve o apoio de Nadia Nair da Costa Peres, professora da extensão do EJA na unidade do SOIS e de terapeutas ocupacionais. Em quatro semanas, eles trabalharam de forma teórica e prática os temas saúde mental, gastronomia, matemática financeira e cidadania. "Eles apresentaram uma perspectiva maior de autonomia, vivenciaram a vida deles com mais independência, com mais cidadania", explica Raphael. 

O professor inscreveu seu projeto em uma Chamada Pública do Laboratório de Inovação em Educação em Saúde, criado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para identificar experiências exitosas desenvolvidas no Sistema Único de Saúde. 

Dos 251 trabalhos inscritos, o de Joinville ficou entre os 45 melhores. Agora, avaliadoras do Laboratório de Inovação percorrem o Brasil para conferir in loco a realização das atividades. Ao final, vão selecionar 15 projetos que serão sistematizados e publicados na série técnica da OPAS e do Ministério de Saúde, denominada de NavegadorSUS. A divulgação dos selecionados será em 22 de maio. 

A experiência desenvolvida em 2015 no SOIS está sendo repetida essa semana para o acompanhamento das avaliadoras do Laboratório de Inovação Manuelle Maria Marques Matias e Fátima Meireles. "Queremos agradecer a oportunidade de vivenciarmos uma história de protagonismo de pessoas, como a do Raphael, e por constar a abertura da gestão para a realização de iniciativas como esta", comentou Manuelle Maria Marques Matias. 

O secretário de Saúde de Joinville, Jean Rodrigues da Silva, participou do início das atividades na tarde desta segunda-feira. Jean elogiou o trabalho realizado e as conquistas alcançadas. "Independente do resultado do Laboratório de Inovação, vamos trabalhar para que o projeto continue sendo realizado", adiantou.